Dilma sonda líderes aliados sobre novo cenário eleitoral em reunião no Planalto

terça-feira, 8 de outubro de 2013 11:32 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA, 7 Out (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff pediu a avaliação dos líderes aliados da Câmara nesta segunda-feira sobre o anúncio da aliança entre a ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, para disputar as eleições presidenciais do ano que vem, mas depois de ouvi-los não emitiu opinião, segundo relatos de deputados.

No sábado, Marina e Campos anunciaram uma aliança que surpreendeu o meio político e obrigou os tradicionais adversários na disputa presidencial, PT e PSDB, a revisar estratégias.

Antes da chegada de Dilma à reunião, que serviu para negociar a aprovação da Medida Provisória que cria o programa Mais Médicos na Câmara, os líderes já estavam debatendo o tema e a presidente abriu o encontro no Palácio do Planalto pedindo a avaliação dos deputados.

"(Os líderes) externaram opiniões com muito consenso e sintonia, de que o quadro no momento favorece a presidenta. (Por causa da) redução do número de candidaturas", contou aos jornalistas o líder do PT, José Guimarães (CE), ao sair do encontro.

"Ela não falou, mas nós falamos no bate-papo preliminar. Não comentou mas ouviu", disse Guimarães.

Segundo o vice-líder do PDT, Marcos Rogério (RO), a presidente não verbalizou, porém ele sentiu que "ela não quis diminuir a figura pública da Marina", disse o parlamentar a jornalistas, evitando dar detalhes do encontro.

Aliados do governo avaliam que a união entre Marina e Campos ainda terá que ser testada nos próximos meses antes de ter seu sucesso declarado, mas admitiram que ela traz novos riscos para a reeleição de Dilma.

Guimarães afirmou que essa nova configuração política para as eleições deve ser tratada com serenidade, "sem ficar batendo boca".   Continuação...