Itália eleva patrulhas para salvar imigrantes de naufrágios

segunda-feira, 14 de outubro de 2013 07:41 BRT
 

Por James Mackenzie

ROMA (Reuters) - A Itália vai aumentar as patrulhas militares no sul do Mediterrâneo para tentar evitar repetições dos naufrágios que afogaram centenas de imigrantes africanos neste mês.

O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, disse na noite de sábado que um "pacote naval e aéreo" seria posto em ação no sul da Sicília, onde dezenas de milhares de imigrantes em embarcações superlotadas e frágeis fizeram a passagem da África até agora neste ano.

Autoridades italianas estão cada vez mais preocupadas com as chegadas incontroláveis de uma região desestabilizada pela guerra civil na Síria, o caos na Líbia e a agitação no Egito e em outras partes.

"Pretendemos triplicar nossa presença em termos tanto de pessoal quanto de meios no sul do Mediterrâneo, pois uma missão militar-humanitária se tornou necessária em parte pelo fato de que a Líbia é atualmente um ‘não-Estado'", disse o ministro da Defesa, Mario Mauro, ao jornal Avvenire.

Ele disse que detalhes financeiros e operacionais da mobilização estavam sendo resolvidos e poderiam envolver mais embarcações de patrulha ou navios mais potentes com maior capacidade de vigilância.

"Precisamos de medidas fortes para impedir esses naufrágios no mar", disse ele ao jornal.

Além das embarcações da guarda-costeira e da polícia de fronteira, a Marinha italiana tem atualmente três embarcações apoiadas por quatro helicópteros patrulhando a região, e duas aeronaves de vigilância de apoio com visão noturna.

Itália e Malta, que vêm suportando o peso da crise econômica, pediram mais fundos da União Europeia e que a emergência dos imigrantes seja incluída na agenda da próxima reunião do Conselho Europeu, em 24 e 25 de outubro.   Continuação...

 
Imigrantes resgatados esperam para desembarcar do barco das Forças Armadas de Malta, ao chegar ao porto de Marsamxett, em Valeta, Malta. A Itália vai aumentar as patrulhas militares no sul do Mediterrâneo para tentar evitar repetições dos naufrágios que afogaram centenas de imigrantes africanos neste mês. 12/10/2013. REUTERS/Darrin Zammit Lupi