Bank of America tem lucro com queda em provisões para crédito

quarta-feira, 16 de outubro de 2013 14:07 BRT
 

16 Out (Reuters) - O Bank of America Corp teve lucro líquido de mais de 2,22 bilhões de dólares no terceiro trimestre ante prejuízo sofrido no mesmo período do ano passado, apoiado em queda nas provisões para perdas com crédito.

O segundo maior banco dos Estados Unidos informou que teve lucro de 0,20 dólar por ação nos três meses encerrados em setembro superando expectativa média de analistas de ganho de 0,18 por papel, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

Um ano antes, a instituição havia registrado prejuízo de 33 milhões de dólares diante de ajustes contábeis, despesas legais e encargos tributários.

As ações do banco subiam 1,7 por cento antes da abertura dos mercados.

A receita total caiu marginalmente para 22,19 bilhões de dólares ante 22,53 bilhões no terceiro trimestre de 2012, excluindo ajustes contábeis.

O banco informou que as provisões para perdas com empréstimos recuaram 83 por cento, para 296 milhões de dólares, diante da melhora das condições de crédito, enquanto as despesas operacionais caíram para 16,39 bilhões ante 17,54 bilhões de dólares.

A receitas com corretagem na área de renda fixa do banco, câmbio e commodities, excluindo ajustes contábeis, caiu em 501 milhões para 2 bilhões de dólares, pressionadas por fracos volumes de negócios na maior parte do trimestre.

Operadores de renda fixa ficaram inativos por várias semanas antes da reunião do Federal Reserve em meados de setembro, na expectativa de que o banco central dos Estados Unidos anunciasse uma redução em seu programa de compra de títulos.

"Vimos bom crescimento de empréstimos neste trimestre, melhora na qualidade de crédito e saldos recordes em depósitos", disse o presidente-executivo do Bank of America, Brian Moynihan, em comunicado.

O banco vendeu sua participação restante no China Construction Bank Corp por 1,47 bilhão de dólares em setembro, o que contribuiu com 750 milhões de dólares para o resultado final antes de impostos.

(Por Anil D'Silva em Bangalore, Índia, e Peter Rudegeair, em Nova York)