8 de Novembro de 2013 / às 10:54 / em 4 anos

Supertufão Haiyan castiga Filipinas e deixa ao menos três mortos

Homem caminha ao lado de árvore arrancada do chão por rajadas de vento trazidas pelo tufão Haiyan, na ilha Cebu, região central das Filipinas. O mais poderoso tufão do mundo neste ano e possivelmente o mais forte a atingir a terra na história castigou as Filipinas nesta sexta-feira, forçando mais de um milhão de pessoas a fugir, cortando o fornecimento de energia e destruindo casas. 8/11/2013. REUTERS/Zander Casas

Por Manuel Mogato e Rosemarie Francisco

MANILA, 8 Nov (Reuters) - O mais poderoso tufão do mundo neste ano e possivelmente o mais forte a atingir a terra na história castigou as Filipinas nesta sexta-feira, forçando mais de um milhão de pessoas a fugir, cortando o fornecimento de energia e destruindo casas.

Haiyan atingiu o extremo norte da província de Cebu antes de se dirigir para o oeste a caminho da ilha Boracay, ambos destinos turísticos, após varrer as ilhas de Leyte e Samar com rajadas de vento de 275 km/h e ondas de 5 a 6 metros.

Três pessoas morreram e sete ficaram feridas, informou o porta-voz da agência nacional de desastres Rey Balido em coletiva de imprensa numa base militar de Manila. O número de mortos pode aumentar à medida que chegam informações das províncias atingidas.

O fornecimento de energia e as comunicações nas três grandes províncias insulares de Samar, Leyte e Bohol foram quase totalmente cortadas, mas o governo e os provedores de serviços telefônicos prometeram restaurar as ligações dentro de 24 horas.

Autoridades alertaram que mais de 12 milhões de pessoas estavam em risco, incluindo residentes da Cidade de Cebu, com uma população de cerca de 2,5 milhões, e áreas ainda em recuperação pela passagem de uma tempestade mortal em 2011 e um terremoto de magnitude 7,2 no mês passado.

“O supertufão provavelmente atingiu a terra com ventos de cerca de 313 km/h. Isso faz do Hayian o ciclone tropical mais forte já registrado a atingir terra”, disse o diretor de meteorologia da norte-americana Weather Underground, Jeff Masters.

Roger Mercado, governador da província de Leyte, no sul, disse que ninguém deveria subestimar a tempestade.

“É muito poderosa”, contou Mercado à rádio DZBB. “Perdemos o fornecimento de energia e todas as estrada estão bloqueadas por causa de árvores caídas. Temos somente de rezar.”

Na província de Samar, as ligações com algumas cidades e vilas foram cortadas, disseram autoridades.

“A província inteira está sem energia”, disse a governadora de Samar, Sharee Tan, à Reuters por telefone. Árvores e postes de transmissão tombaram, e outros detritos bloquearam estradas, disse ela.

As autoridades suspenderam os serviços de barcas e de pesca e fecharam 12 aeroportos. Em torno de 450 voos domésticos e oito internacionais foram cancelados.

Escolas, escritórios e lojas na região central das Filipinas foram fechados. Hospitais, soldados e equipes de resgate ficaram de prontidão para operações de salvamento. Vinte navios da Marinha e várias aeronaves militares, incluindo três cargueiros C-130, e helicópteros estão de prontidão.

O gabinete meteorológico nacional informou que o Hayian deve deixar as Filipinas no sábado, em direção ao Mar do Sul da China, onde pode ganhar ainda mas força e ameaçar o Vietnã e a China.

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