Campos diz que Brasil vive crise de expectativa na economia

quinta-feira, 28 de novembro de 2013 15:10 BRST
 

SÃO PAULO, 28 Nov (Reuters) - O governador de Pernambuco e provável candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, disse nesta quinta-feira que o Brasil vive uma crise de expectativa na economia provocada pelo que ele chamou de "percepção" do mercado econômico e da sociedade de que o tripé macroeconômico -robustez fiscal, câmbio flutuante e controle da inflação—foi abandonado pelo governo da presidente Dilma Rousseff.

Ao lado da ex-senadora Marina Silva, com quem se aliou com vistas à disputa presidencial do ano que vem, Campos apresentou em São Paulo o documento que servirá de base para o programa de governo conjunto do PSB e da Rede Sustentabilidade, partido que Marina tentava criar para a eleição do ano que vem, mas que não obteve registro junto à Justiça Eleitoral.

Um dos pontos deste documento é a manutenção da estabilidade econômica via o tripé macroeconômico.

"Criou-se uma impressão no mercado, na sociedade, nas pessoas que fazem o debate econômico que o governo, de alguma forma, está alterando o modelo que vinha em vigor desde o segundo governo do presidente Fenando Henrique", disse Campos em entrevista coletiva.

"O que ocorreu nos últimos pouco menos de dois anos é a impressão de que aquilo que era uma política anticíclica tomada em 2009 passou a ser uma política permanente que colocava esse modelo de lado", acrescentou o governador sem dizer, no entanto, se partilhava desta impressão.

Campos mencionou por mais de uma vez que acredita haver a necessidade de "reverter as mudanças de expectativas em relação ao futuro do Brasil".

Apresentado por Campos e Marina, o documento também defende uma reforma urbana para criar cidades mais sustentáveis e a segurança pública como parte dos "desafios estratégicos" para o Brasil.

Os aliados repetem ainda o discurso de manter as conquistas da estabilidade econômica e da inclusão social.

"Esta estabilidade (econômica) precisa ser preservada nas próximas décadas, fincada nos compromissos de toda a sociedade com a responsabilidade fiscal, com uma política monetária vigilante e com a manutenção do regime de câmbio flutuante", afirma o documento.   Continuação...