Combates na capital centro-africana deixam ao menos 23 mortos

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 13:40 BRST
 

Por Emmanuel Balmes

BANGUI, 5 Dez (Reuters) - Pelo menos 23 pessoas foram mortas e outras 64 ficaram feridas na capital da República Centro-Africana, Bangui, em confrontos armados entre rebeldes que controlam a cidade e milicianos, segundo uma testemunha da Reuters.

A testemunha viu as vítimas do confronto, incluindo mulheres e crianças, no hospital comunitário de Bangui. Informações sobre vítimas levadas a outros hospitais não estavam imediatamente disponíveis.

Bangui, capital da República Centro-Africana, registrou na quinta-feira seus piores combates dos últimos meses, horas antes de a ONU votar uma resolução que autoriza a França a intervir militarmente na sua ex-colônia.

Ex-rebeldes que controlam a cidade mobilizaram combatentes para fazer frente aos disparos de seus inimigos e disseram estar sendo atacados por uma milícia local e por combatentes leais ao presidente deposto François Bozize. Ainda de madrugada, moradores em pânico fugiram para lugares mais seguros, em meio ao ruído de armamentos leves e pesados.

A República Centro-Africana vive em situação caótica desde que rebeldes, principalmente muçulmanos, tomaram o poder, em março. Milícias cristãs conhecidas como "antibalaka" brotaram desde então, buscando reagir aos abusos cometidos pelos ex-rebeldes.

"Há tiroteios na cidade toda", disse à Reuters Amy Martin, chefe do Ocha (órgão humanitário da ONU) em Bangui.

O general Arda Hakouma, chefe de segurança do presidente interino, Michel Djotodia, disse que as milícias "antibalaka" atacaram a capital, e que há combates em três áreas da cidade.

(Reportagem de Paul-Marin Ngoupana; reportagem adicional de David Lewis em Dacar e Joe Bavier e Ange Aboa em Abidjan)

 
Soldados Seleka em um veículo militar durante confrontos em Bangui, na República Centro-Africana. Pelo menos 23 pessoas foram mortas e outras 64 ficaram feridas em confrontos armados entre rebeldes que controlam a cidade e milicianos, segundo uma testemunha da Reuters. 05/12/2013 REUTERS/Emmanuel Braun