10 de Dezembro de 2013 / às 13:07 / 4 anos atrás

"Reino do terror" na Coreia do Norte preocupa líder sul-coreana

Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, discursa sobre a proposta de orçamento de seu governo para 2014, durante sessão plenário da Assembleia Nacional, em Seul. A Coreia do Norte tem conduzido perseguições que transformaram o país em "um reino do terror", em que o segundo homem mais poderoso do país foi deposto, e arrisca prejudicar ainda mais as relações com a Coreia do Sul, disse Park nesta terça-feira. 18/11/2013.Kim Hong-Ji

Por Ju-min Park

SEUL, 10 Dez (Reuters) - A Coreia do Norte tem conduzido perseguições que transformaram o país em "um reino do terror", em que o segundo homem mais poderoso do país foi deposto, e arrisca prejudicar ainda mais as relações com a Coreia do Sul, disse a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, nesta terça-feira.

Park assumiu o mandato este ano ao mesmo tempo em que a Coreia do Norte conduzia seu terceiro teste nuclear, irritando a opinião pública mundial e ameaçando envolver o país vizinho e os EUA em uma guerra.

A nação isolada realizou um ataque aéreo a uma ilha da Coreia do Sul em 2010 e acredita-se que tenha sido responsável pelo naufrágio de um navio da Marinha sul-coreana naquele mesmo ano.

"A Coreia do Norte atualmente conduz um reino de terror, levando adiante um expurgo de grandes proporções de modo a fortalecer o poder de Kim Jong Un", disse Park em uma reunião de gabinete em parte veiculada na TV.

"De agora em diante, as relações entre as Coreia do Sul e Norte podem se tornar mais instáveis."

De maneira cuidadosamente planejada, a presidente solicitou maior vigilância para garantir as conquistas do rico Sul.

"Em tempos como este, acho que é o dever de uma nação e de seus políticos que mantenha o povo seguro e a democracia livre forte", disse ela na reunião.

Na última segunda-feira, a mídia estatal disse que Jang Song Thaek, tio do líder norte-coreano Kim Jong Un, foi demitido de seus cargos devido a "atos criminosos", desde falhas de gestão a atos de corrupção a uma "vida dissoluta e depravada".

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