16 de Dezembro de 2013 / às 19:43 / em 4 anos

PSB vai receber apoio de PPS em 2014; lideranças discutem alianças nos Estados

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA, 16 Dez (Reuters) - O governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência, Eduardo Campos, recebe formalmente nesta segunda-feira o apoio do PPS ao seu projeto, depois de a legenda flertar com a ex-senadora Marina Silva e com o tucano José Serra para lançar candidatura própria.

Dirigentes do PSB e do PPS realizam nesta segunda, em Recife, o primeiro encontro para discutir alianças eleitorais nos Estados.

Assim como ocorreu com Marina, que se filiou ao PSB depois que não conseguiu o registro para o seu partido, a Rede Sustentabilidade, a união entre PPS e PSB traz contradições.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), é um conhecido crítico das políticas de transferência de renda do governo do PT. Já Marina e Campos são defensores desses programas e sempre poupam críticas nessa área ao governo.

A união com Campos ainda sofre algumas resistências no PPS, principalmente daqueles que queriam que o partido adiasse a decisão de aliança para o ano que vem e discutisse a tese de candidatura própria em 2014.

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), é um desses e defende que o PSB precisa atuar como oposição no Congresso.

“Nós fazemos oposição ao lulopetismo e não vemos isso acontecer no PSB”, disse à Reuters. Bueno fez elogios a Campos, que considera um “bom quadro” e “preparado”, mas disse esperar que ele “endureça” o discurso contra o governo assim como o PPS.

“Eu espero que (a aliança) dê certo. Mas antes disso temos que ver a bancada do PSB votar contra o governo no Congresso”, afirmou. Bueno não participará do encontro em Recife.

Sem saber das críticas, o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), comemorou a adesão do PPS ao projeto de Campos, “porque é um partido que defenda mudanças e isso está associado ao desejo de quase 70 por cento da população”, disse à Reuters.

“Isso também reforça nossa estrutura de campanha”, acrescentou Albuquerque.

Questionado sobre as críticas de Freire às políticas sociais do governo, postura diferente da chapa Campos-Marina, Albuquerque disse que eles não adotarão o tom crítico do novo aliado.

“O que importa é o pensamento de quem está na cabeça do processo e tanto a Marina como o Eduardo têm compromisso com essas políticas de compensação de renda”, argumentou o líder socialista.

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