Putin diz que vai perdoar logo magnata do petróleo Khodorkovsky

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 14:29 BRST
 

MOSCOU, 19 Dez (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que vai perdoar logo o magnata do petróleo Mikhail Khodorkovsky, visto por opositores do Kremlin como um prisioneiro político e que ainda tem oito meses para cumprir da pena de mais de dez anos de prisão.

"Ele está preso há mais de dez anos. Essa é uma punição severa", disse Putin à imprensa. Ele afirmou que o ex-chefe da petrolífera Yukos requisitou o perdão.

"Ele cita razões humanitárias. A mãe dele está doente", afirmou Putin. "Eu decidi que com essas circunstâncias é necessário tomar uma decisão, e num futuro próximo um decreto de perdão será assinado."

O principal advogado de Khodorkovsky, Vadim Klyuvgant, negou que o cliente tenha requisitado o perdão, mas afirmou que tal pedido não é necessário para o ato.

"Deixem eles perdoá-lo. O presidente tem o direito pleno de fazer isso a qualquer momento", afirmou o advogado à Reuters.

Khordorkovsky, que já foi o homem mais rico da Rússia, foi preso em 2003 depois de se desentender com Putin. Ele foi condenado por fraude, roubo e lavagem de dinheiro em dois julgamentos que prejudicaram a imagem do presidente russo no Ocidente.

Os críticos do Kremlin dizem que Khodorkovsky, de 50 anos, foi punido por contestar Putin. Segundo eles, a punição teve o objetivo de manter na linha outros magnatas e aumentar o controle do Estado sobre os lucros do petróleo.

A mãe de Khodorkovsky, Marina, disse não saber sobre o pedido de perdão, mas demonstrou otimismo na libertação do filho. "Eu quero acreditar que ele vai perdoá-lo", declarou ela à Reuters. "Quero acreditar que Putin não está totalmente perdido."

(Reportagem por Alexei Anishchuk, Maria Tsvetkova e Lidia Kelly)

 
O magnata de petróleo Mikhail Khodorkovsky espera durante uma sessão do tribunal em Moscou nesta foto de arquivo. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que vai perdoar logo o magnata do petróleo Mikhail Khodorkovsky, visto por opositores do Kremlin como um prisioneiro político e que ainda tem oito meses para cumprir da pena de mais de dez anos de prisão. 05/04/2010 REUTERS/Grigory Dukor