15 de Janeiro de 2014 / às 16:23 / 4 anos atrás

Preços ao produtor dos EUA avançam, mas inflação ainda está sob controle

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 15 Jan (Reuters) - Os preços ao produtor nos Estados Unidos registraram o maior aumento em seis meses em dezembro, com forte alta do custo da gasolina, mas as pressões inflacionárias permaneceram benignas.

O Departamento do Trabalho informou nesta quarta-feira que seu índice de preços ao produtor ajustado sazonalmente avançou 0,4 por cento no mês passado, a maior alta desde junho, após ter caído 0,1 por cento em novembro.

A alta de dezembro nos preços recebidos pelas fazendas, fábricas e refinarias do país deu fim a dois meses seguidos de quedas e correspondeu às expectativas de economistas.

Nos 12 meses até dezembro, os preços ao produtor subiram 1,2 por cento após avançarem 0,7 por cento em novembro.

Os preços ao produtor excluindo os custos voláteis de alimentos e energia subiram 0,3 por cento, o maior ganho desde julho de 2012, após avançarem 0,1 por cento no mês anterior. Entretanto, o tabaco foi responsável por quase metade do aumento.

Um outro relatório mostrou que a atividade industrial no Estado de Nova York saltou para o maior nível em 20 meses em janeiro com uma disparada das novas encomendas.

O índice "Empire State" das condições gerais de negócios subiu para 12,51 em janeiro ante 2,22 em dezembro, segundo dados revisados, para atingir o maior nível desde maio de 2012. Economistas consultados pela Reuters esperavam leitura de 3,75.

As novas encomendas subiram para 10,98, máxima de dois anos de acordo com o Fed de Nova York, ante -1,60 em número revisado.

Enquanto a atividade economia acelera, a inflação continua bem baixa por causa da falta de ímpeto do mercado de trabalho.

Isso pode fazer com que o Federal Reserve, banco central dos EUA, mantenha as taxas de juros perto de zero por um tempo. O banco começou a frear seu estímulo monetário, reduzindo as compras de títulos mensais para 75 bilhões de dólares, ante 85 bilhões de dólares, a partir deste mês.

"Acho que o Fed ainda acha que a inflação está muito baixa", disse o economista sênior Gus Faucher, da PNC Financial Services, em Pittsburgh.

"Dito isso, (as autoridades) irão reduzir as compras de ativos entre 10 e 15 bilhões de dólares no fim do mês. Estamos vendo um crescimento econômico em 3 por cento e isso é melhor do que tínhamos", acrescentou.

O comitê de formulação de política do Fed se reúne em 28 e 29 de janeiro.

Os dados de inflação ao consumidor da quinta-feira deve mostrar alta nos preços em dezembro, de acordo com pesquisa da Reuters. Mesmo assim, a inflação ainda permanece abaixo da meta do Fed de 2 por cento.

Reportagem de Lucia Mutikani; Reportagem adicional de Rodrigo Campos e Richard Leong em Nova York

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