Oito concorrerão à presidência de República Centro-Africana; aumenta violência no país

domingo, 19 de janeiro de 2014 16:52 BRST
 

BANGUI, 19 Jan (Reuters) - Parlamentares da República Centro-Africana selecionaram neste domingo oito candidatos, incluindo dois filhos de ex-presidentes, a concorrer a presidente interino do país, após meses de turbulência e mortes entre facções.

Os membros da assembleia de transição devem escolher um dos oito nomes na próxima segunda-feira para ser o presidente interino, depois que o então chefe de Estado Michel Djotodia renunciou ao cargo por não conseguir conter o derramamento de sangue no país.

Quem assumir a posição terá o enorme desafio de reconstruir uma das nações mais esfaceladas da África -- destruída por um conflito interno que, segundo advertiu um oficial das Nações Unidas na última semana, poderia se transformar em um genocídio.

Neste domingo uma multidão matou dois homens que seriam mulçumanos, carregou os corpos pelas ruas da capital Bangui e atearam fogo neles.

O país, ex-colônia francesa e sem saída para o mar, entrou em absoluto caos em março de 2013 quando uma coalizão rebelde majoritariamente muçulmana, o Seleka, marchou até a capital Bangui, iniciando uma onda de assassinatos.

A resposta veio com uma milícia cristã conhecida como "anti-balaka".

Seleka e o grupo anti-balaka continuaram com esporádicas retaliações, apesar da presença de 1.600 soldados franceses e 5.000 missionários da União Africana que vieram negociar a paz entre os lados.

Segundo o vice-presidente da assembleia de transição Lea Koyassoum Doumta, entre os candidatos está o prefeito de Bangui Catherine Samba-Panza, o filho do ex-presidente Andre Kolingba, Desiré Kolingba, e o empresário Sylvain Patasse, filho do ex-presidente Ange-Felix Patasse.

Para se credenciarem ao cargo, os candidatos tiveram de mostrar que não tinham ligação alguma com o Seleka ou com o anti-balaka.   Continuação...