Grupo armado mata pelo menos 62 na Nigéria; igreja também é alvo de ataque

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 17:52 BRST
 

Por Imma Ande

YOLA, Nigéria, 27 Jan (Reuters) - Suspeitos de integrarem um grupo insurgente mataram pelo menos 62 pessoas com armas e explosivos no nordeste da Nigéria, incluindo num ataque durante um serviço religioso numa região onde a seita islamita Boko Haram vem resistindo à ação repressiva do governo, disseram testemunhas nesta segunda-feira.

No domingo eles mataram 22 pessoas com bombas e tiros durante uma cerimônia religiosa em uma igreja católica no vilarejo de Wagta Chakawa, no Estado de Adamawa, e depois queimaram casas e fizeram moradores reféns, em um cerco de quatro horas, segundo testemunhas.

Forças de segurança da Nigéria disseram que em um outro ataque, nesta segunda-feira, supostos membros da seita mataram pelo menos 40 pessoas na vila de Kawuri, no remoto Estado de Borno, nordeste da Nigéria. Ninguém assumiu de imediato a responsabilidade por esses atentados.

O presidente do país, Goodluck Jonathan, enfrenta dificuldades para conter a ação do Boko Haram em regiões rurais remotas no canto esquerdo do nordeste nigeriano, onde a seita iniciou um levante em 2009.

O Boko Haram quer impor a sharia (lei religiosa muçulmana) em um país dividido quase igualmente entre cristãos e muçulmanos. O grupo matou milhares de pessoas nos últimos quatro anos e meio e é considerado a maior ameaça à segurança na Nigéria, principal exportador de petróleo e segunda maior economia da África (atrás apenas da África do Sul).

Os principais alvos dos militantes do Boko Haram têm sido as forças de segurança, políticos contrários ao grupo e minorias cristãs em áreas de população majoritária muçulmana no norte nigeriano.

O porta-voz da Diocese Católica de Yola, padre Raymond Danbouye, confirmou que 22 pessoas mortas na igreja foram sepultadas nesta segunda-feira.

Os militares e a polícia não responderam aos pedidos de informações. Uma fonte no Exército confirmou o ataque à igreja, mas pediu que não fosse identificada por não ter autorização de falar com a mídia.   Continuação...