Com críticas à gestão política e econômica de Dilma, PSB lança pré-programa de governo

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 16:51 BRST
 

BRASÍLIA, 4 Fev (Reuters) - O governo Dilma Rousseff foi cooptado pelos partidos aliados, está fazendo o Brasil sair economicamente dos trilhos e perder conquistas históricas, disseram nesta terça-feira o pré-candidato do PSB à Presidência, o governador Eduardo Campos (PE), e a ex-senadora Marina Silva durante lançamento das diretrizes do programa de governo de ambos.

Sem poupar críticas a Dilma, os dois comandaram um ato político na Câmara dos Deputados para apresentar os cinco eixos do projeto de governo que ainda será debatido em encontros regionais com militantes do PPS.

O partido anunciou oficialmente sua adesão ao projeto presidencial do PSB, que no fim do ano passado englobou a Rede Sustentabilidade, partido que Marina buscava criar, mas que não obteve registro junto à Justiça Eleitoral. A ex-senadora deve ser a vice na chapa encabeçada por Campos.

As diretrizes de programa apresentadas pelo PSB têm cinco eixos: Estado e a democracia de alta densidade; Economia para o desenvolvimento sustentável; Educação, cultura e inovação; Políticas sociais de qualidade de vida; e Novo urbanismo e o pacto pela vida.

Entre as propostas do programa de governo estão o fim da reeleição para cargos executivos, a possibilidade candidaturas sem necessidade de filiação partidária, a realização da reforma tributária e melhor distribuição dos recursos entre os entes federativos.

O documento faz ainda um histórico sobre os avanços econômicos e sociais conquistados nas últimas décadas e atribuem essas mudanças ao povo.

Segundo o texto, porém, o modelo das últimas gestões de PT e PSDB "esgotou-se a olhos vistos, mas as forças políticas que o operam esforçam-se para mantê-lo, negociando pedaços do Estado e entregando-os ao atraso para se manterem no poder."

Mas as críticas mais duras vieram nos discursos dos dois protagonistas da aliança. Marina disse que o "entulho da velha política está atrapalhando o Brasil, não se discute ideias" tudo que se faz é "para aumentar o tempo de televisão, para montar um palanque".

A declaração soa como crítica indireta a Dilma, num momento em que o presidente negocia uma reforma ministerial com o objetivo de substituir auxiliares que disputarão a eleição deste ano, ao mesmo tempo que abre espaço no governo para partidos que apoiarão sua campanha à reeleição.   Continuação...