Merkel ameaça Rússia com sanções econômicas da UE

quinta-feira, 20 de março de 2014 10:57 BRT
 

Por Madeline Chambers

BERLIM, 20 Mar (Reuters) - Líderes da União Europeia pretendem demonstrar, numa cúpula que começa nesta quinta-feira, a disposição de intensificar as medidas punitivas à Rússia, incluindo sanções econômicas politicamente delicadas, por causa da anexação da Crimeia, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, ao Parlamento do seu país.

Nas últimas semanas, Merkel endureceu a posição contra a Rússia por causa das ações na Ucrânia, país do qual a Crimeia decidiu se separar para se integrar à Rússia.

"A cúpula da UE de hoje e amanhã deixará claro que estamos prontos a qualquer momento para introduzir medidas da fase três se houver um agravamento da situação", afirmou ela ao Bundestag.

A UE já impôs restrições de viagens e congelamento de ativos a pessoas apontadas como responsáveis pela ocupação russa da Crimeia. A escalada das sanções envolveria a ampliação das restrições, passando em seguida para sanções comerciais e financeiras mais amplas.

Merkel também sinalizou que o G8 --grupo de grandes países industrializados-- poderá expulsar a Rússia.

A Alemanha, maior economia europeia, tem estreitas relações econômicas com a Rússia, seu principal fornecedor de gás, e algumas empresas temem sofrer prejuízos com eventuais sanções.

Reiterando a opinião de que a anexação da Crimeia viola o direito internacional, Merkel alertou para outras consequências a Moscou.

O formato do G8, grupo que inclui a Rússia, está efetivamente morto enquanto o impasse diplomático permanecer. A Rússia ocupa atualmente a presidência do grupo e será anfitriã de uma cúpula em junho, em Sochi.   Continuação...

 
A chanceler alemã Angela Merkel chega para uma recepção em Berlim. Líderes da União Europeia pretendem demonstrar, numa cúpula que começa nesta quinta-feira, a disposição de intensificar as medidas punitivas à Rússia, incluindo sanções econômicas politicamente delicadas, por causa da anexação da Crimeia, disse Merkel ao Parlamento do seu país. 19/03/2014 REUTERS/Tobias Schwarz