EUA e UE vão definir em conjunto possíveis sanções mais duras contra Rússia

quarta-feira, 26 de março de 2014 17:44 BRT
 

Por Jeff Mason e Lidia Kelly

BRUXELAS/MOSCOU, 26 Mar (Reuters) - Os Estados Unidos e a União Europeia concordaram nesta quarta-feira em trabalhar juntos para preparar possíveis sanções econômicas mais duras em resposta às ações da Rússia na Ucrânia, incluindo contra o setor de energia, e também para tornar a Europa menos dependente do gás russo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse após uma reunião com altos funcionários da UE que o presidente russo, Vladimir Putin, havia calculado mal se achava que poderia dividir o Ocidente ou contar com a sua indiferença em relação à anexação da Crimeia.

Líderes do G7, grupo que reúne as principais potências industrializadas, decidiram nesta semana adiar sanções contra a economia russa, a menos que Putin tome novas medidas para desestabilizar a Ucrânia ou outras ex-repúblicas soviéticas.

"Se a Rússia continuar em seu curso atual, no entanto, o seu isolamento vai se aprofundar, as sanções vão aumentar e haverá mais consequências para a economia russa", disse Obama em entrevista à imprensa em conjunto com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

No discurso inicial de sua viagem à Europa, Obama disse mais tarde a um público de 2.000 jovens que o Ocidente vai prevalecer se permanecer unido, não pela ação militar, mas pelo poder de seus valores para atrair os ucranianos.

A Rússia não seria "desalojada da Crimeia, ou dissuadida de prosseguir em sua escalada com o uso da força militar. Mas com o tempo, desde que permaneçamos unidos, o povo russo vai reconhecer que não pode alcançar a segurança, a prosperidade e o status que procura por meio da força bruta", disse.

No discurso em uma sala de concertos de Bruxelas, no qual parecia estar refutando ponto a ponto o discurso de Putin no Kremlin, em 18 de março, no qual anunciou a anexação da Crimeia, Obama expressou respeito por uma Rússia forte, mas disse que "isso não significa que a Rússia possa passar por cima dos vizinhos".

Ele também disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vai intensificar sua presença em seus novos Estados membros do Leste Europeu, com fronteira com a Rússia e a Ucrânia, para confirmar que a garantia de defesa mútua da aliança irá protegê-los.   Continuação...