Buscas por avião da Malásia são retomadas; EUA enviam segundo jato Poseidon

quinta-feira, 27 de março de 2014 21:16 BRT
 

Por Matt Siegel e Michael Martina

PERTH, Austrália, 27 Mar (Reuters) - Uma busca aérea no remoto sul do oceano Índico foi retomada na sexta-feira (horário local) na tentativa de confirmar se centenas de objetos descobertos por satélites são os restos de um avião da Malásia que se presume tenha caído quase três semanas atrás.

Um jato chinês Ilyushin IL-76 decolou de Perth antes do amanhecer, deslocando-se 2.500 quilômetros a sudoeste para a área das buscas onde ventos fortes e o clima gelado havia suspendido os voos nesta quinta-feira.

O desaparecimento do avião da Malaysia Airlines, que sumiu dos radares civis menos de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur em um voo de rotina para Pequim em 8 de março, surpreendeu o mundo e deixou os investigadores perplexos.

As autoridades acreditam que alguém a bordo do voo MH370 possa ter desligado os sistemas de comunicação do avião antes de desviá-lo a milhares de quilômetros fora da rota. O avião teria caído no mar em uma das regiões mais isoladas do planeta.

As teorias variam de sequestro a sabotagem, ou um possível suicídio por um dos pilotos, mas os investigadores não descartam problemas técnicos.

As buscas estão concentradas na área onde satélites tailandeses e japoneses avistaram possíveis destroços da aeronave, aproximadamente na mesma extensão de mar gélido onde também foram registradas imagens anteriores por França, Austrália e China.

"Detectamos objetos flutuantes, talvez mais do que 300", disse o chefe da agência de desenvolvimento de tecnologia espacial da Tailândia, Anond Snidvongs, à Reuters. "Nós nunca dissemos que as peças fazem parte do MH370, mas que se tratam até agora apenas de objetos flutuantes."

A Marinha dos Estados Unidos informou que está enviando uma segunda aeronave de vigilância marítima P8 Poseidon para ajudar nas buscas ao Boeing 777.

Os EUA também enviaram um dispositivo que pode ser rebocado por um navio para detectar sinais fracos da caixa-preta do avião, mas o tempo está se esgotando.

"Temos que conseguir esta posição inicial correta antes de mobilizar o navio localizador, já que a caixa-preta do MH370 tem uma autonomia limitada e não podemos dar ao luxo de perder tempo procurando na área errada", disse o comandante Tom Moneymaker, um oceanógrafo da 7ª Frota dos EUA.