Foco de buscas por avião da Malásia passa ao leito marinho

quinta-feira, 17 de abril de 2014 08:51 BRT
 

Por Byron Kaye e Swati Pandey

SYDNEY/PERTH, Austrália, 17 Abr (Reuters) - Um drone submarino completou finalmente a primeira varredura completa do leito marinho de uma remota área do oceano Índico, disse a equipe que busca o avião da Malaysia Airlines desaparecido há mais de um mês, enquanto as buscas aéreas e na superfície tendem a se tornar menos proveitosas.

As imagens geradas pelo submarino teleguiado Bluefin-21, da Marinha dos EUA, estão rapidamente se tornando a ferramenta mais importante da equipe multinacional envolvida nas buscas pelo Boeing 777 que transportava 239 pessoas na rota Kuala Lumpur-Pequim, e que desapareceu em 8 de março.

Uma amostra de óleo colhida na superfície do mar nessa área, cerca de 2.000 quilômetros a oeste da Austrália, também está sendo analisada. As autoridades acreditam, com base em uma série de sinais eletrônicos recebidos neste mês, que essa é a área onde há maior probabilidade de o avião ter caído.

Há mais de uma semana esses sinais -atribuídos às caixas-pretas do avião- não são mais recebido, e a vida útil das baterias desses sinalizadores eletrônicos já terminou há dez dias, levando as autoridades a recorrerem ao drone.

As primeiras duas missões do aparelho foram prematuramente abortadas por causa de problemas técnicos, mas na quarta-feira o drone completou sua primeira varredura completa a 4.500 metros de profundidade, num período de 16 horas.

"O Bluefin-21 vasculhou aproximadamente 90 quilômetros quadrados até agora, e os dados da sua mais recente missão estão sendo analisados", disse em nota a Centro de Coordenação Conjunta de Agências, que supervisiona as buscas.

Na segunda-feira, o coordenador da operação, brigadeiro reformado Angus Houston, da Austrália, disse que as buscas aéreas e superficiais dos destroços deveriam ser suspensas em três dias, à medida que a operação passasse para uma área do leito marinho que praticamente nunca foi mapeada.

Mas as autoridades disseram na quinta-feira que até dez aviões militares, duas aeronaves civis e 11 navios ainda vasculham uma área de 40 mil quilômetros quadrados, o que indica que os técnicos -sob pressão de famílias das vítimas- ainda têm alguma esperança de encontrarem destroços flutuantes.   Continuação...