França revela plano para evitar envolvimento de franceses na guerra síria

terça-feira, 22 de abril de 2014 20:36 BRT
 

Por John Irish e Marine Pennetier

PARIS, 22 Abr (Reuters) - O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, revelou nesta terça-feira uma série de políticas para impedir que seus cidadãos se envolvam na guerra civil da Síria, almejando evitar que jovens muçulmanos franceses se tornem radicais e ameacem seu país natal.

A França, que vem sendo uma das opositoras mais veementes do presidente sírio, Bashar al-Assad, estima que cerca de 700 franceses estão envolvidos direta ou indiretamente no conflito sírio, dos quais um terço está lutando contra o governo.

O presidente francês, François Hollande, transformou em prioridade a repressão a células terroristas violentas e operadores radicais que planejam ataques domésticos desde que Mohamed Merah, um atirador que vivia em Toulouse e se inspirava na Al Qaeda, matou sete pessoas em março de 2012.

Mas com o conflito sírio entrando em seu quarto ano, o governo tem sido cada vez mais criticado por não conseguir impedir seus cidadãos - alguns de 15 anos - de seguir para a Síria.

"A França tomará todas as medidas para dissuadir, evitar e punir aqueles que estão tentados a lutar onde não têm motivos para estar", disse Hollande a repórteres nesta terça-feira.

Destacando os temores de Paris, no fim de semana quatro jornalistas franceses que voltaram da Síria depois de serem sequestrados por um grupo ligado à Al Qaeda disseram que alguns de seus captores são francófonos.

Falando à TV France 2 antes de revelar oficialmente as novas medidas na quarta-feira, Cazeneuve disse que estas ações podem chegar à privação da nacionalidade francesa, nos moldes da nova legislação britânica introduzida no ano passado.

Os pais serão incentivados a alertar sobre comportamentos suspeitos em seus filhos através de uma linha de telefone, e as autoridades serão enviadas de imediato para avaliar a situação.   Continuação...