Usiminas prevê queda na produção de veículos do Brasil no 2o tri

quinta-feira, 24 de abril de 2014 15:36 BRT
 

SÃO PAULO, 24 Abr (Reuters) - A maior produtora de aços planos do Brasil, Usiminas, afirmou nesta quinta-feira que espera que a produção de veículos do país volte a cair no segundo trimestre, o que deve acabar impactando no desempenho da economia no período.

Diante dessa perspectiva, a companhia que tem na indústria automotiva brasileira um de seus principais clientes não espera a ocorrência da tradicional alta nas vendas de aço no segundo trimestre.

"Estamos constatando redução no ritmo de produção (de veículos) neste segundo trimestre, programação de férias coletivas, montadoras parando em feriados (...) Tudo indica que deverá haver queda da produção de veículos no segundo trimestre", disse o vice-presidente comercial da Usiminas, Sergio Leite, a analistas.

Mais cedo, a companhia divulgou seu melhor resultado trimestral desde o final de 2010, mas o balanço foi impulsionado por ganhos financeiros que incluíram efeitos positivos de desvalorização cambial, além de redução de custos.

A produção brasileira de veículos despencou mais de 8 por cento no primeiro trimestre, com estoques crescendo 11 por cento e exportações desabando 15 por cento. O quadro tem feito representantes da indústria automotiva se reunirem com o governo federal em busca de medidas que incluem aumento no período de afastamento temporário de trabalhadores para além de cinco meses.

Mesmo com essa queda na produção automotiva as vendas de laminados da Usiminas no mercado brasileiro no período cresceram 10 por cento, com consumo de estoques da companhia.

Porém, para o segundo trimestre a empresa não espera um novo aumento nas vendas, com a produção se mantendo no mesmo 1,6 milhão de toneladas verficado no final de 2013.

Segundo Leite, o panorama de preços de aço no Brasil para os próximos meses é de estabilidade, mantido o dólar atual na casa de 2,20 reais.

Ele afirmou, entretanto que a Usiminas deve terminar em breve as negociações para aumentos de preços junto a clientes do setor industrial. A empresa iniciou campanha para reajustar preços no Brasil no início do ano, começando pelo segmento de distribuição.   Continuação...