ENTREVISTA-Produtor do filme 'Senna' foca mais na vida do que na morte

terça-feira, 29 de abril de 2014 20:29 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES, 29 Abr (Reuters) - O helicóptero desce rapidamente, a sua câmara de televisão seguindo as linhas de uma pista iluminada embaixo, com as palavras "San Marino GP, Imola" aparecendo na tela. Vinte anos após os acidentes fatais da Fórmula 1 com Ayrton Senna e o austríaco Roland Ratzenberger no circuito italiano, o momento no premiado documentário "Senna" ainda faz o coração bater mais rápido.

O que se seguiu naquele fim de semana de 1994 e, particularmente, em 1º de maio, quando o brasileiro bateu seu Williams, é tão familiar para a maioria dos fãs da F1 como o agitar de uma bandeira quadriculada.

Para o roteirista e produtor executivo Manish Pandey, que vai participar de uma exibição de seu filme de 2010, em Imola, nesta semana, como parte dos eventos que marcam o aniversário, o foco será mais na lembrança de uma vida extraordinária do que numa morte trágica.

Em entrevista à Reuters, ele lembrou como o diretor Asif Kapadia lhe perguntou logo cedo o que pretendia alcançar com o filme.

"Eu disse: ‘Minha grande ambição para o filme é que, quer você saiba o que aconteceu com ele ou não, você esqueça por um tempo'", afirmou Pandey.

"E é aí que eu acho que o filme é muito bem-sucedido. Mesmo se você sabe, você fica tão preso nele, você meio que esquece. E então, quando, de repente, cita Imola todas as pessoas sabem e isso as toca muito fortemente."

Imola, segundo Pandey, não era um fim de semana que ele particularmente queria lembrar nem era para ser tirada do contexto.

"Você não pode dizer às pessoas como algo grande está perdido, se é homem ou talento ou o que for que você queira descrever assim, até você em primeiro lugar mostrar às pessoas o que era", disse ele.   Continuação...