Peritos negam que destroços na baía de Bengala sejam do MH370

quarta-feira, 30 de abril de 2014 09:12 BRT
 

30 Abr (Reuters) - Uma empresa privada disse ter encontrado destroços flutuantes na baía de Bengala que poderiam ser do desaparecido voo MH370 da Malaysia Airlines, mas os coordenadores das buscas descartaram essa hipótese.

O Centro de Coordenação Conjunta de Agências (JACC, na sigla em inglês), que dirige a busca multinacional, sustenta a tese de que o avião caiu no sul do oceano Índico, cerca de 2.000 quilômetros a oeste da Austrália.

"Acho que temos procurado no lugar certo", disse o chefe da JACC à emissora Sky News Australia. "Estou confiante de que a aeronave será encontrada."

A operação de buscas envolve satélites, aeronaves, embarcações e um sofisticado equipamento submarino teleguiado capaz de vasculhar o leito marinho - mas que ainda não encontrou nem sinal do avião.

Paralelamente a essas buscas, a empresa australiana de levantamentos geofísicos GeoResonance disse estar realizando a sua própria operação, que teria resultado na detecção de destroços boiando na baía de Bengala, milhares de quilômetros a noroeste da atual área de buscas.

"A empresa não está declarando que seja o MH370, no entanto isso deveria ser investigado", disse a GeoResonance em nota.

A empresa disse ter transmitido a informação em 31 de março à Malaysia Airlines e às embaixadas da Malásia e China na Austrália, e à JACC em 4 de abril.

"A companhia e seus diretores estão surpresos com a falta de resposta das várias autoridades. Talvez isso se deva à falta de entendimento sobre as capacidades tecnológicas da companhia, ou a JACC esteja extremamente ocupada, ou a crença de que a atual busca no sul do oceano Índico seja a única localização plausível dos destroços."

Em seu site, a GeoResonance disse usar um método exclusivo e comprovado que consiste em detectar campos eletromagnéticos de vários elementos químicos. A empresa não respondeu a pedidos para fazer comentários adicionais.   Continuação...