ESTREIA-Ângelo Antônio protagoniza drama familiar "Entre Vales"

quarta-feira, 7 de maio de 2014 16:29 BRT
 

SÃO PAULO, 7 Mai (Reuters) - Segundo longa do diretor paulista Philippe Barcinski, o drama "Entre Vales" é um filme que se alimenta especialmente da energia de um ator, o protagonista Ângelo Antônio.

Todo este emotivo relato da radical transformação da vida de um homem a partir de uma imensa perda gira em torno dele. Então, pelo desafio, é compreensível que o ator tenha abraçado o projeto com toda a paixão e se tornado um de seus produtores.

O filme estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Brasília e Salvador.

Tal como acontecia em seu primeiro longa, "Não por Acaso" (2007), há um apuro técnico incontestável na fotografia de Walter Carvalho, que tem como objeto, em boa parte do tempo, cenários desprovidos de qualquer beleza, como aterros sanitários e lixões.

Mais uma vez, como no primeiro trabalho do diretor, a história é contada fora da ordem cronológica, o que permite alguns voos na narrativa.

Nem uma coisa nem outra, no entanto, impedem o sentimento de que há segmentos que poderiam ter sido mais bem explorados - por exemplo, o distanciamento de Vicente (Ângelo Antônio) e da mulher, a dentista Marina (Melissa Vettore).

Esta questão se insinua, mas não é foco da história. O filme é excessivamente centrado na visão do protagonista, e isto pesa contra o interesse no enredo como um todo.

Vicente, que era um arquiteto, sócio de uma empresa de tecnologia ambiental, vivia dentro de um mundo controlado, como as maquetes que ele monta para o filho (Matheus Restiffe) - seu grande afeto.

É como se os dois ocupassem um mundo à parte, em que mesmo a mãe não penetrasse. Ou esse parece ser o sonho secreto de Vicente, já que ele pouco se relaciona com Marina e lida mal com a distância entre os dois, evitando conversar sobre isso. Ela, ao contrário, até tenta falar da crise, sem êxito.   Continuação...