Familiares de mortos em navio sul-coreano protestam em palácio presidencial

quinta-feira, 8 de maio de 2014 21:09 BRT
 

Por James Pearson e Ju-min Park

SEUL/INCHEON, Coreia do Sul, 8 Mai (Reuters) - Pais das crianças mortas no naufrágio de um navio no mês passado na Coreia do Sul fizeram uma passeata até o palácio presidencial nas primeiras horas da sexta-feira (horário local), onde exigiram se encontrar com o presidente Park Geun-hye.

Levando fotos de seus filhos, familiares enlutados foram impedidos pelo batalhão de choque de se aproximar do palácio, e ao invés disso se sentaram na rua, onde choraram e gritaram de raiva.

"Ouça-nos, presidente Park. Só nos dê dez segundos!", disse um familiar usando um sistema de som portátil. "Por que está bloqueando o caminho?", perguntou outro. "Presidente Park, ouça nossas vozes!"

O governo de Park tem recebido críticas contínuas dos familiares das vítimas pela maneira como lidou com o desastre, já que muitos acreditam que uma reação inicial mais rápida poderia ter salvado muito mais vidas.

Os promotores sul-coreanos pedem a prisão de membros da família proprietária da operadora do navio, e podem ainda pedir a extradição de um filho do recluso chefe da família, disse uma autoridade nesta quinta-feira.

O Sewol, que estava sobrecarregado e fez uma curva rápido demais, virou e afundou a cerca de 20 quilômetros da costa sudoeste em uma viagem de rotina de Incheon para a ilha de Jeju, matando centenas de estudantes e professores de uma escola secundária em excursão.

Somente 172 pessoas foram resgatadas, e se presume que o resto tenha se afogado. Estimados 476 passageiros e tripulantes estavam a bordo.

No entanto, parte da tripulação, incluindo o capitão, foram filmados abandonando o navio enquanto as crianças foram instruídas repetidas vezes a ficar em suas cabines, onde aguardaram novas ordens.   Continuação...