Secretários propõem força nacional de saúde contra crises

quinta-feira, 3 de abril de 2008 19:15 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Em reunião sobre a epidemia de dengue que atinge o Rio de Janeiro, secretários estaduais de saúde propuseram nesta quinta-feira a criação de uma "força nacional" que agiria em momentos de crise.

"Essa ação de mobilização para ajudar o Rio já é um embrião dessa 'força'. Vamos trabalhar com o Ministério da Saúde para avançar nesta idéia", disse o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Osmar Terra.

"Conforme houvesse necessidade, faríamos uma mobilização específica para uma região", completou ele sobre a "força", que atuaria nos moldes da Força Nacional de Segurança.

Antes do encontro, Terra afirmou que os médicos e pediatras solicitados pelo Rio de Janeiro para atuar no combate à dengue serão cedidos por todos os 27 Estados do país e que não haveria necessidade de pedir ajuda a Cuba.

"Ao menos 110 dos 154 solicitados já estão garantidos. Todos os Estados vão ajudar, não há dúvida. Cada Estado vai mandar pelo menos um ou dois médicos, haverá um rodízio", declarou Terra, que também é secretário Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul.

Porém, o secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, não descarta a idéia de solicitar ajuda internacional, como foi sugerido pelo governador fluminense, Sérgio Cabral.

"Estamos sempre aguardando o próximo dia. Estamos com esses médicos que chegarão a partir de domingo. Eles virão para os centros de hidratação que ainda não foram abertos por falta de profissionais e estamos abertos a receber quaisquer médicos", disse ele ao ser questionado sobre a vinda de médicos de Cuba.

Segundo o presidente do Conass, a maioria dos médicos transferidos ao Rio são servidores estaduais e terão o salário pago pelo próprio Estado de origem. O governo do Rio vai pagar um abono de 500 reais por plantão e custear despesas de transporte, hospedagem e alimentação.   Continuação...

 
<p>Conselho diz que m&eacute;dicos para Rio vir&atilde;o de Estados e n&atilde;o de Cuba. Mulher com suspeita de dengue &eacute; atendida no Rio de Janeiro. Os m&eacute;dicos e pediatras solicitados pelo Estado para atuar no combate &agrave; epidemia ser&atilde;o cedidos por todos os 27 Estados do pa&iacute;s e n&atilde;o haver&aacute; necessidade de pedir ajuda a Cuba, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de, Osmar Terra. 2 de abril. Photo by Bruno Domingos</p>