Senado retira restrição à Internet para eleição de 2010
BRASÍLIA (Reuters) - O Senado aprovou na noite desta terça-feira a liberação da utilização da Internet na campanha eleitoral do ano que vem, abrindo caminho para a livre manifestação de ideias na rede.
A aprovação foi possível após acordo entre o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que defendia o fim das restrições à Internet, e o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), um dos relatores da proposta.
"É um texto que nós construímos juntos", disse Mercadante no plenário da Casa.
O texto aprovado determina que é livre a manifestação do pensamento na Internet, mas fica vedado o anonimato durante a campanha eleitoral e assegurado o direito de resposta.
Também foi aprovada regra que permite que os sites dos candidatos possam ficar no ar até o momento da eleição. A regra atual prevê a retirada do ar dos sites 48 horas antes do pleito.
"Essa foi a reforma eleitoral possível (...) Eu acho que é uma boa solução, foi uma solução de consenso", disse Azeredo.
Mais cedo, os senadores já haviam aprovado a realização de eleições diretas para a escolha dos substitutos de presidente, governadores e prefeitos cassados pela Justiça por crimes eleitorais.
Com a alteração, os senadores evitam que o segundo colocado na eleição assuma o posto do governante cassado. Este foi o caso recente dos Estados do Maranhão e da Paraíba. No Tocantins, a determinação da Justiça eleitoral foi pela eleição indireta.
"A minha intenção é dar à população a última palavra em termos de eleição. Não deixar isso a cargo de um tribunal", disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), autor da emenda. Continuação...

