Bens de capital são destaque da indústria em setembro
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O desempenho da produção da indústria brasileira ficou um pouco abaixo do esperado em setembro, mas encerrou o terceiro trimestre com crescimento superior ao do período anterior.
A atividade cresceu 0,8 por cento em setembro ante agosto e recuou 7,8 por cento sobre igual mês de 2008, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira.
Analistas consultados pela Reuters previam uma alta mensal de 1,1 por cento e uma queda anual de 6,8 por cento. O dado mensal também ficou abaixo da expansão de 1,2 por cento vista em agosto.
Na comparação mês a mês, 17 dos 27 setores pesquisados tiveram aumento da produção, com destaque para Máquinas e equipamentos (5,8 por cento) e Veículos automotores (3,5 por cento).
Entre as categorias de uso, o setor de bens de capital teve a maior alta em setembro sobre agosto, de 5,8 por cento, seguido por bens intermediários (0,8 por cento). A produção em bens de consumo duráveis e de consumo semi e não duráveis teve queda, de, respectivamente, 1,1 e 0,7 por cento.
"A redução no setor de duráveis ocorreu após oito meses de crescimento, que significaram um aumento de 82 por cento nesse período; já a queda na produção de bens de consumo semi e não duráveis interrompeu sequência de dois resultados positivos consecutivos", afirmou o IBGE em nota.
Na comparação anual, houve queda em 21 dos 27 setores, sendo as maiores vistas em Veículos automotores (-16,6 por cento) e Máquinas e equipamentos (-20 por cento).
As quatro categorias de uso tiveram recuo da produção. O maior ficou com bens de capital (-20,5 por cento), seguidos por bens intermediários (-7,5 por cento), bens de consumo duráveis (-6,4 por cento) e bens de consumo semi e não duráveis (-3,9 por cento).
No acumulado do ano, a atividade industrial registra queda de 11,6 por cento. Continuação...

