Desemprego cai a 4,7% no Brasil, menor da história
Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 26 Jan (Reuters) - O desemprego brasileiro caiu para 4,7 por cento em dezembro, ante 5,2 por cento em novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Com isso, a taxa fechou 2011 com a média de 6,0 por cento, sendo que em 2010 ela havia ficado em 6,7 por cento.
Os resultados de dezembro e do ano são os menores desde o início da série do IBGE, em 2002. Economistas consultados pela Reuters projetavam leitura de 4,9 por cento em dezembro.
Na avaliação do IBGE, os números mostram que houve uma melhora qualitativa no mercado de trabalho em 2011 "Em 2009, a crise arrastou o mercado de trabalho e 2010 foi um ano de recuperação de perdas", disse o coordenador da pesquisa Cimar Azeredo. Já em 2011, a crise não abalou o mercado de trabalho. "Foi um ano de ganho, e não de recuperação", acrescentou Cimar.
No setor privado, o emprego com carteira assinada avançou em 2011 para um contingente de 10,8 milhões de pessoas nas 6 regiões metropolitanas pesquisadas, ante 10,2 milhões em 2010 -crescimento de 6,8 por cento.
PROBLEMAS ESTRUTURAIS
O total de desocupados atingiu na média de 2011 o menor patamar da série, 1,426 milhão de pessoas, contra 1,591 milhão em 2010 -queda de 10,4 por cento. Na ponta da série, esse contingente de desempregados nas 6 regiões é ainda mais baixo -1,133 milhão, de acordo com o IBGE.
"O ano de 2011 foi de um manancial de resultados favoráveis, mas você ainda tem mazelas no mercado e ainda há muito a ser feito", ressaltou Cimar Azeredo.
Entre os problemas estruturais que permeiam o mercado de trabalho estão, de acordo com o coordenador da pesquisa do IBGE, o contingente elevado de desempregados, o fato de haver 29 por cento das pessoas em idade ativa na informalidade, as diferenças regionais marcantes -embora elas estejam diminuindo- e as diferenças salariais de gênero e raça. Continuação...

