Gurgel diz que decide na 5a se pede impedimento de Toffoli
BRASÍLIA, 1 Ago (Reuters) - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que decidirá até quinta-feira, quando se inicia o julgamento do mensalão no plenário do Supremo Tribunal Federal, se vai pedir o impedimento ou suspeição do ministro José Antonio Dias Toffoli para julgar o caso, uma vez que ele trabalhou com José Dirceu, um dos réus.
Gurgel será o primeiro a falar, ao fazer a acusação dos 38 réus, na sessão de quinta no STF. Ele poderá pedir para que os ministros declarem Toffoli suspeito de votar na ação penal.
Além do vínculo com Dirceu, que teve de renunciar ao cargo de ministro-chefe da Casa Civil na esteira das denúncias, Toffoli foi advogado do PT, principal partido atingido pelo caso.
Também está sob questionamento o fato de sua namorada ter defendido outro réu, o ex-deputado petista professor Luizinho.
"Eu definirei até o início do julgamento... mas já me manifesto que o importante é que o julgamento ocorra", disse ele ao participar de sessão no STF, sem querer adiantar sua decisão.
Perguntado se a presença de Toffoli poderia causar constrangimento no julgamento, Gurgel afirmou que "este tipo de entendimento é que levará a pedir ou não, a arguir ou não o eventual impedimento ou suspensão do ministro".
A participação ou não de Toffoli é polêmica até mesmo entre os colegas. O presidente do STF, Ayres Britto, afirma que a decisão cabe apenas ao próprio ministro.
Reservadamente, outros ministros acreditam que a questão pode ter de ser decidida pelo plenário, em especial se for levantada pelo procurador-geral.
Gurgel afirmou que fará uma versão resumida da acusação, "mas sem novidades", para poder concluir sua fala nas cinco horas que terá disponíveis. Continuação...

