Se houver 2o turno em Porto Alegre, Manuela deve receber apoio do PT
Por Jeferson Ribeiro e Ana Flor
BRASÍLIA, 28 Set (Reuters) - As últimas pesquisas apontam para uma definição da eleição em Porto Alegre já no primeiro turno, mas se a capital gaúcha precisar de uma segunda rodada o PT deverá apoiar a candidata do PCdoB, uma escolha delicada, já que seu adversário será o atual prefeito, do PDT, outro aliado estadual e nacional.
As conversas formais pelo apoio do PT só devem ocorrer na próxima semana, uma vez que o petista Adão Villaverde segue na disputa, embora bem atrás do prefeito José Fortunatti e da deputada Manuela D'Ávila.
Aliados do PT em âmbito nacional, pedetistas e comunistas ocupam ministérios do governo Dilma Rousseff; no Rio Grande do Sul os partidos têm duas secretarias estaduais, cada, na coalizão do governador petista Tarso Genro. A escolha de um lado agora pode ter um preço a ser pago daqui a dois anos, quando Genro deve tentar a reeleição.
O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, confirmou à Reuters que o apoio formal só será definido na próxima semana, mas já recebeu indicativos de que os petistas estarão com Manuela se houver segundo turno.
"No caso de Porto Alegre, a direção nacional do PT já tem uma posição que havendo segundo turno entre nós e o prefeito se posicionaria pela Manuela", disse Rabelo à Reuters.
"O Tarso já nos disse que no segundo turno nessas condições (PCdoB x PDT) apoiaria a candidatura da Manuela", acrescentou o comunista. Uma fonte do governo gaúcho também disse à Reuters que essa deve ser a posição de Tarso.
Mas o presidente do PT no Rio Grande do Sul, Raul Pont, ainda evita falar nos cenários do segundo turno sem o PT, mesmo reconhecendo que o candidato do partido sofre por ser pouco conhecido na capital.
Apesar disso, descarta a possibilidade de o partido ficar em cima do muro caso o quadro atual se confirme. "Não é do nosso feitio optar pela neutralidade", disse. Continuação...

