Ninguém ganha eleição antes de último voto, diz Dilma em comício de Haddad
Por Bruno Federowski
SãO PAULO, 20 Out (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff afirmou neste sábado, em comício do candidato petista à prefeitura de São Paulo e líder nas pesquisas, Fernando Haddad, que ninguém pode ganhar uma eleição antes do último voto.
Dilma, que já havia participado de comício do petista no primeiro turno, afirmou que "a hora em que nós vamos ganhar a eleição é a hora em que o último voto estiver depositado na urna".
A presidente também aproveitou para criticar a campanha do adversário, o tucano José Serra, com quem ela disputou a eleição presidencial. "Durante toda a campanha disseram que eu era um poste, depois que eu não tinha competência. Essa mesma campanha de baixo nível que fazem contra Haddad, fizeram contra mim", afirmou Dilma.
O comício, na zona norte da capital paulista, contou a presença de membros do partido, da base aliada e de ministros petistas. Haddad apareceu ao lado da presidente Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além do candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo derrotado, Gabriel Chalita, do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.
O ex-presidente Lula, principal fiador da indicação de Haddad para a eleição à prefeitura de São Paulo, afirmou que o PT não pode ficar "de salto alto" e comparou a confiança do partido com a Copa do Mundo de 1950, quando o Brasil venceu a semifinal contra a Espanha com resultado de 7 a 0, mas perdeu a final para o Uruguai.
"É importante que a gente saiba que amanhã é domingo e depois tem uma semana. Até lá, nós não ganhamos nada", disse Lula, referindo-se ao segundo turno no dia 28. "A gente só sabe o resultado depois da apuração."
Haddad tem registrado ampla vantagem sobre o candidato do PSDB. Segundo a ultima pesquisa do Datafolha, o petista abriu margem de 17 pontos sobre Serra, com 49 por cento das intenções de voto contra 32 por cento para o tucano.
Durante boa parte do primeiro turno, entretanto, tanto o petista quanto o tucano mantiveram-se atrás do candidato do PRB, Celso Russomanno, nas pesquisas de intenção de voto. A derrocada de Russomanno, que chegou a contar com 35 por cento dos eleitores, coincidiu com a intensificação dos esforços da campanha de Haddad poucas semanas antes da votação. Continuação...

