9 de Novembro de 2012 / às 10:38 / 5 anos atrás

IGP-M recua 0,19% na 1a prévia de novembro--FGV

SÃO PAULO, 9 Nov (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) recuou 0,19 por cento na primeira prévia de novembro, ante elevação de 0,31 por cento no mesmo período de outubro, com destaque para a queda dos preços no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

O IGP-M fechou outubro com variação positiva de apenas 0,02 por cento, ante alta de 0,97 por cento em setembro.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, teve queda de 0,36 por cento na primeira prévia de novembro, ante avanço de 0,29 por cento em igual período de outubro.

Em relação à origem dos produtos, a queda foi puxada pelos produtos agropecuários, com recuo de 0,70 por cento. Por sua vez, os produtos industriais caíram 0,23 por cento.

Entre os estágios de produção, os preços dos Bens Finais caíram 0,59 por cento, ante alta de 0,81 por cento anteriormente. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,13 para -1,02 por cento.

No segmento Bens Intermediários, houve desaceleração para 0,08 por cento, ante 0,72 por cento em outubro. A principal contribuição partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 0,75 para -0,07 por cento.

Já o índice de Matérias-Primas Brutas apresentou variação de negativa de 0,68 por cento, contra queda de 0,79 por cento no mês anterior. Os itens que mais influenciaram foram milho em grão (-3,71 para 1,85 por cento), minério de ferro (-5,52 para -3,84 por cento) e suínos (-0,41 para 7,38 por cento).

Os preços das commodities, que ajudaram a elevar a inflação nos últimos meses, já começam a indicar perda de força no atacado em alguns indicadores, como esperado pelo mercado. Esse movimento já havia sido refletido na queda de 0,31 por cento do IGP-DI em outubro.

Na quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a alta a 0,59 por cento no mês passado, após ter subido 0,57 por cento em setembro, puxado ainda pela alta dos alimentos.

Entretanto, para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a alta do IPCA em outubro representou o “pico” da inflação, com tendência de desaceleração já a partir de novembro, justamente pelos sinais de arrefecimento da pressão dos preços no atacado.

VAREJO

Já o Índice de Preços ao Consumidor, como peso de 30 por cento no índice geral, desacelerou a alta para 0,16 por cento, contra 0,41 por cento visto anteriormente, puxado pelo grupo Alimentação, cuja taxa passou de 0,66 para -0,29 por cento.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou elevação de 0,14 por cento, desacelerando ante alta de 0,21 por cento na primeira apuração de outubro. A desaceleração do INCC, que responde por 10 por cento do IGP, foi puxada pelo grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, que passou de 0,43 para 0,28 por cento.

Além de medir a evolução do nível de preços, o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel.

A primeira prévia do IGP-M calcula as variações de preços no período entre 21 e 31 do mês de outubro.

Por Camila Moreira

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