Governo estima abater R$25,6 bi do primário e eleva projeção de inflação

terça-feira, 20 de novembro de 2012 19:49 BRST
 

BRASÍLIA, 20 Nov (Reuters) - O governo estima abater 25,6 bilhões de reais da meta cheia de superávit primário em 2012, fixada em 139,8 bilhões de reais, segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias divulgado nesta terça-feira.

Uma fonte do governo havia antecipado à Reuters o valor do abatimento da meta do primário poucos minutos antes do anúncio oficial.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia dito que o desconto do superávit primário seria o "mínimo possível" para fechar as contas e que, pelos seus cálculos, ficaria em torno de 25 bilhões de reais.

Pela lei, o governo pode deduzir os investimentos realizados do Programa de Aceleração do Investimento (PAC) da meta cheia do superávit primário, que é a economia feita pelo setor público para pagamento de juros da dívida. O teto desse abatimento é de 40,6 bilhões de reais, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012.

INFLAÇÃO, RECEITAS E DESPESAS

No documento, assinado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o governo manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano em 2 por cento. Mas a projeção do IPCA de 2012 foi elevada para 5,20 por cento, contra 4,70 por cento que constava do relatório anterior.

O governo também reduziu a previsão de receita primária total em 4,284 bilhões de reais, o mesmo tempo em que aumentou as despesas obrigatórias em 16,474 bilhões de reais neste ano.

O governo elevou a previsão de despesa com os benefícios da Previdência Social em 10,1 bilhões de reais em relação à avaliação anterior. Sobre o resultado da Previdência, por outro lado, a previsão é que as receitas sejam 3,5 bilhões de reais maiores que as estimadas anteriormente.

(Reportagem de Tiago Pariz)

 
Foto ilustração de moedas de real. O governo estima abater 25,6 bilhões de reais da meta cheia de superávit primário em 2012, fixada em 139,8 bilhões de reais. 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos