21 de Novembro de 2012 / às 16:13 / em 5 anos

Ações da Eletrobras afundam pelo 4o pregão consecutivo

Presdente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, é visto nesta foto de maio deste ano, durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro. As ações da Eletrobras desabavam mais de 16 por cento nesta segunda-feira, no quarto pregão consecutivo de baixa, com investidores castigando os papéis da estatal por temores sobre os impactos negativos da provável renovação antecipada de concessões elétricas. 25/05/2012Ana Carolina Fernandes

SÃO PAULO, 21 Nov (Reuters) - As ações da Eletrobras desabavam mais de 16 por cento nesta segunda-feira, no quarto pregão consecutivo de baixa, com investidores castigando os papéis da estatal por temores sobre os impactos negativos da provável renovação antecipada de concessões elétricas.

Às 14h11, a preferencial de classe B perdia 16,7 por cento, a 8,17 reais, e caminhava para registrar a pior sequência de quatro quedas consecutivas da história do papel.

Já a ação ordinária tinha desvalorização de 16,6 por cento, a 6,68 reais --se fechar nesse patamar, será a pior baixa percentual acumulada em quatro pregões desde março de 1995.

O Ibovespa, enquanto isso, tinha baixa de 0,58 por cento.

Investidores temem a perda de receita e baixa contábil que a renovação antecipada de concessões que vencem entre 2015 e 2017 imporá à companhia, considerando os termos propostos pelo governo federal para a renovação dos contratos.

Nesse cenário, analistas divulgaram relatórios nos últimos dias revisando para baixo suas recomendações e estimativas para as ações da Eletrobras, com o Barclays mostrando maior pessimismo com as perspectivas para o desempenho da estatal.

Na segunda-feira, o Barclays cortou para 1 real seu preço-alvo para ambas as classes de ações da Eletrobras, de estimativa anterior de 29 reais para o papel preferencial e de 20 reais para o ordinário.

Também na última segunda-feira, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araújo, disse que se a estatal federal não pagará lucro aos acionistas preferencialistas referente a 2012, caso use reserva de lucros devido aos efeitos da renovação de suas concessões.

Apesar dos impactos negativos, é forte no mercado a percepção de que a companhia aceitará as condições impostas pelo governo --seu principal acionista-- para renovar suas concessões que vencem entre 2015 e 2017.

A diretoria da estatal recomendou aos acionistas que aprovem a renovação das concessões e convocou para 3 de dezembro uma assembleia de acionistas para deliberar sobre o assunto.

Desde meados de setembro, quando a presidente Dilma Rousseff anunciou um plano para reduzir as tarifas de energia no próximo ano em 20 por cento, na média, a ação preferencial da Eletrobras já despencou 47,4 por cento e a ordinária afundou 34,8 por cento até o fechamento de segunda-feira, 19 de novembro.

Por Danielle Assalve

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