Não renovação da Cesp é "administrável" para plano do governo-fontes

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 20:49 BRST
 

BRASÍLIA, 3 Dez (Reuters) - A não adesão da Cesp à renovação de concessões elétricas é "administrável" para plano do governo de reduzir tarifa de energia em 20 por cento, disseram nesta segunda-feira à Reuters duas fontes do governo.

A usina de Três Irmãos, da Cesp, com potência instalada de 807,5 megawatts, deverá ser licitada no início de 2013, disse uma das fontes.

Esta usina já teve sua concessão vencida em 2011 e com a recusa da Cesp em prorrogá-la sob as condições do governo, o ativo retorna para a União, que tem o direito de relicitá-la.

Segundo a fonte do governo, que pediu anonimato, o leilão da usina de Três Irmãos de ocorrer logo no início de 2013 e a tarifa-teto na licitação será semelhante à proposta para a Cesp.

Assim, no caso desta usina, os efeitos da redução tarifária com o fim da concessão já se fariam sentir logo no início do ano que vem.

A outra fonte do governo destacou que praticamente 100 por cento dos ativos de transmissão envolvidos no processo de renovação aceitaram as condições do governo e que as ausências deverão se dar mais na geração, com as três usinas que a Cemig já tinha exlcuído do processo, e agora com os ativos da Cesp.

"Mas isso não ameaça a redução de 20 por cento da conta de luz", disse, referindo-se à redução média das tarifas prometidas pela presidente Dilma Rousseff em setembro.

Um fator que poderá ajudar a compensar a falta destas usinas deve ser a revogação das obrigações referentes a usinas termelétricas da Bertin, que estão atrasadas e não entraram em operação. Se estes contratos forem extintos, a remuneração deles deixará de pesar no sistema elétrico, disse a fonte.

(Reportagem de Leonardo Goy)