Conta de luz cairá menos que o prometido e governo culpa Estados

terça-feira, 4 de dezembro de 2012 20:47 BRST
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA, 4 Dez (Reuters) - A conta de luz no Brasil cairá 16,7 por cento, na média, em 2013, diante da adesão parcial de empresas elétricas à renovação antecipada e condicionada de concessões do setor, frustrando a promessa da presidente Dilma Rousseff de reduzir as tarifas em cerca de 20 por cento.

O governo reagiu à recusa das empresas com ataque, culpando os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, todos comandados pelo PSDB --principal partido de oposição ao governo federal--, pelo fato de suas respectivas estatais não terem aderido à prorrogação na geração de energia.

"Nós estranhamos que essas empresas tivessem priorizado os acionistas e prejudicado a meta de redução que permite ao Brasil entrar nos padrões internacionais", disse o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.

O revés ao plano do governo federal veio das estatais estaduais Cesp, de São Paulo, Cemig, de Minas Gerais, e Copel, do Paraná, que optaram por não prorrogar os contratos de suas hidrelétricas nos moldes propostos pela União --com redução em torno de 70 por cento da tarifa.

"Em função da recusa da Cemig, da Cesp e da Copel causou-se a redução da estimativa de 20,2 por cento para 16,7 por cento. Graças à recusa dessas três empresas", disse Zimmermann.

No setor de geração, 60 por cento dos contratos que venceriam entre 2015 e 2017 optaram pela renovação antecipada. Já no setor de transmissão, a adesão foi de 100 por cento, segundo Zimmermann.

O secretário-executivo disse que a opção das empresas de não renovar as concessões de hidrelétricas penaliza a população em geral, inclusive dos Estados de São Paulo, Minas e Paraná, que não terão a redução plena nas tarifas.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse que a decisão dos Estados pode prejudicar as próprias empresas. "Houve uma visão de curtíssimo prazo nesses Estados. Eles estão arriscando perder esses ativos que são fundamentais para as empresas", disse.   Continuação...