Dilma defende austeridade fiscal e incentivos para combater crise
11 Dez (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira a combinação de medidas de austeridade fiscal e de incentivo ao crescimento econômico como receita para superar a atual crise econômica global.
"A responsabilidade fiscal é tão necessária quanto são imprescindíveis as medidas de estímulo ao crescimento", disse a presidente durante discurso no "Fórum pelo progresso social: o crescimento como saída da crise", organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean Jaurès, em Paris.
"É muito importante a posição da França nesse momento no sentido de apresentar um caminho claro que combine os dois aspectos fundamentais", elogiou Dilma.
A presidente também defendeu a criação de uma "efetiva união bancária" na zona do euro como passo fundamental para superar a crise econômica na região, e alertou que cortes radicais de gastos que gerem uma recessão econômica podem agravar a crise, em vez de resolvê-la.
"A recessão econômica e a desordem fiscal tiveram para nós... consequências sociais e políticas muito graves", afirmou. "O Brasil sabe, por experiência própria, que a dívida soberana dos Estados e as dívidas financeiras dificilmente são equacionadas num cenário de recessão."
Dilma garantiu que o Brasil tem feito sua parte para combater a crise internacional, e tem buscado estimular a expansão da economia, com desonerações de impostos e reduzindo a taxa básica de juros, o que, na avaliação da presidente, tem evitado uma valorização excessiva do real.
"O meu país vem fazendo a sua parte, o que nos permitiu desde o início de 2008 diminuir os efeitos da crise global", comentou. "A nossa contribuição nos próximos meses será uma maior aceleração da economia", disse Dilma.
A economia brasileira frustrou as expectativas do governo e do mercado ao crescer apenas 0,6 por cento no terceiro trimestre ante o trimestre imediatamente anterior.
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