Leilão A-5 tem baixa demanda e recorde de preço mínimo de eólica

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 19:42 BRST
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO, 14 Dez (Reuters) - O leilão de energia A-5, que contrata energia para 2017, contratou apenas 303,5 megawatts (MW) médios de energia assegurada de duas usinas hidrelétricas e de dez empreendimentos eólicos, o que foi atribuído à sobrecontratação das distribuidoras de energia e "em parte" pelo crescimento da economia menor que o esperado.

"São dois efeitos: uma parte é a economia e uma parte é o fato de termos no portfólio das distribuidoras a Bertin", disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, em coletiva de imprensa após o leilão, nesta sexta-feira.

Tolmasquim se referiu a cerca de 2 mil MW médios de energia das termelétricas do grupo Bertin que venderam energia em leilões passados, mas que não entraram ou não entrarão em operação, conforme previsto.

Assim, as distribuidoras que já compraram a energia dessas usinas terão que contratar nova energia para substituir o que estava contratado e que não será entregue.

Mas a retirada das usinas da Bertin do portfólio das distribuidoras ainda não foi resolvida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já que o grupo está protegido por decisão da justiça.

Tolmasquim espera que a situação seja resolvida até o início do ano que vem.

Apesar da baixa demanda declarada pelas distribuidoras, Tolmasquim avaliou o leilão como "um sucesso", devido aos preços competitivos, à contratação apenas de fontes renováveis e à participação de estatais, empresas privadas e investidores estrangeiros.

Segundo ele, a medida provisória sobre a renovação das concessões (MP 579) não afetou o interesse dos investidores.   Continuação...