IGP-10 tem alta de 0,63% em dezembro após queda em novembro--FGV

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 08:44 BRST
 

SÃO PAULO, 17 Dez (Reuters) - O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou elevação de 0,63 por cento em dezembro, após queda de 0,28 por cento em novembro, influenciado principalmente pela alta dos preços no atacado, informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No acumulado do ano, o índice registra alta de 7,42 por cento.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, subiu 0,66 por cento, ante queda de 0,57 por cento em novembro.

Após deflação recente devido à queda dos preços nos atacado, indicadores de inflação voltaram a mostrar alta. Na semana passada, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) avançou 0,50 por cento na primeira prévia de dezembro, depois de cair 0,19 por cento no mesmo período de novembro.

Segundo a FGV, os preços dos produtos agropecuários avançaram 1,21 por cento em dezembro, após queda de 1,10 por cento em novembro. Os preços dos produtos industriais, por sua vez, ganharam 0,44 por cento, após deflação de 0,35 por cento.

Entre os estágios de produção, os preços dos bens finais subiram 0,64 por cento, ante queda de 0,70 por cento em novembro. Já os bens intermediários aceleraram a alta para 0,42 por cento, ante variação positiva de 0,09 por cento. Por sua vez os preços das matérias-primas brutas avançaram 0,98 por cento, após queda de 1,24 por cento em novembro

Já o Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10), que responde por 30 por cento do índice geral, acelerou a alta para 0,65 por cento, frente ao avanço de 0,36 por cento em novembro.

A maior contribuição para o movimento partiu do grupo Alimentação, cujos preços subiram 0,97 por cento ante alta de 0,30 por cento em novembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) acelerou a alta para 0,36 por cento em dezembro, contra avanço de 0,22 por cento no mesmo período do mês anterior. Os preços dos materiais de construção subiram 0,25 por cento e os da mão de obra ganharam 0,46 por cento.   Continuação...