Papa pede coragem da Igreja contra "agnosticismo intolerante"
VATICANO, 6 Jan (Reuters) - O papa Bento XVI disse neste domingo que os líderes católicos devem ter coragem para enfrentar os ataques de "agnosticismo intolerante" que prevalece em muitos países.
O papa e a Igreja vêm sofrendo um ataque crescente por causa da oposição ao casamento homossexual e a sacerdotes mulheres. O papa tem repetidamente denunciado o que ele diz serem tentativas de separar a religião do debate público.
A pontífice de 85 anos de idade rezou uma missa no dia que o cristãos ocidentais celebram a Epifania, e ordenou quatro arcebispos novos, incluindo seu secretário pessoal.
Em uma missa para cerca de 10.000 pessoas na Basílica de São Pedro, no Vaticano, ele rejeitou firmemente as sugestões de que a Igreja deveria mudar para se adequar à opinião pública.
"Qualquer um que vive e proclama a fé da Igreja está em muitos pontos fora de sintonia com a forma predominante de pensar", disse ele. "A aprovação da sabedoria predominante, no entanto, não é o critério a que nos submetemos".
Nos Estados Unidos, um grupo começou uma petição no site da Casa Branca, no mês passado, pedindo ao governo do presidente Barack Obama para listar a Igreja Católica como um "grupo de ódio" por causa de sua oposição ao casamento gay.
"O agnosticismo reinante hoje tem seus próprios dogmas e é extremamente intolerante em relação a qualquer coisa que possa questioná-lo e aos critérios que utiliza", disse o papa.
"Por isso, a coragem de contrariar a mentalidade prevalecente é particularmente urgente para um bispo hoje. Ele deve ser corajoso", disse ele.
O papa ordenou os novos arcebispos em uma cerimônia com a presença de primeiro-ministro italiano, Mario Monti, colocando as mãos sobre as cabeças dos quatro homens e os ungindo com o óleo para simbolizar a transmissão da autoridade episcopal. Continuação...

