Embraer seleciona Pratt & Whitney para motores de E-Jets

terça-feira, 8 de janeiro de 2013 20:39 BRST
 

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO - 8 Jan (Reuters) - A Embraer deu um importante passo para a implementação da segunda geração dos jatos comerciais E-Jets, com a seleção dos motores da PurePower, da Pratt & Whitney, para os modelos que têm entrada em serviço prevista para 2018.

"A decisão é um marco importante para o programa, que deverá ter seu lançamento oficial este ano", afirmou a companhia, em comunicado nesta terça-feira.

A Pratt & Whitney é uma divisão da United Technologies. A GE é a fornecedora da atual família de E-Jets, segundo a assessoria de imprensa da Embraer.

A segunda geração de E-Jets complementará uma série de melhorias em curso que atualmente estão sendo implementadas na família existente, com benefícios para seus clientes, informou a Embraer.

Segundo a Embraer, os novos motores possuem evoluções de sistemas que "resultarão em melhorias de dois dígitos no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo das aeronaves".

A Bombardier foi a primeira entre as grandes fabricantes a anunciar um avião com promessa de economia significativa de combustível em 2008, com a família CSeries. Mas o modelo não foi até agora um sucesso de vendas e empresa canadense enfrenta desafios no desenvolvimento do modelo.

A empresa, que está investindo 3,3 bilhões de dólares para desenvolver os jatos C-Series de 110 a 149 passageiros, disse em novembro que o primeiro voo do modelo acontecerá no fim de junho de 2013, ante uma estimativa anterior de que poderia ser realizado até janeiro.

A decisão da Embraer de colocar um novo motor em seus E-Jets, desistindo de partir para o desenvolvimento de uma aeronave maior, ocorreu depois que as gigantes Airbus e Boeing anunciaram em 2011 que iriam remotorizar seus modelos mais vendidos, o A320 e o 737.

Os chamados A320 Neo e o 737 Max, respectivamente, baseados em seus best sellers A320 e 737, também têm promessa de eficiência relevante de consumo de combustível.

A fabricante de jatos confia que parte da recomposição de sua carteira de pedidos em 2013 venha da família remotorizada de seus aviões regionais.

(Por Juliana Schincariol, no Rio de Janeiro, e Cesar Bianconi e Brad Haynes, em São Paulo)