Rio derruba exigência ambiental na mineração de olho na Copa

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 17:45 BRST
 

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 9 Jan (Reuters) - Sob o argumento de que já faltam insumos próprios para grandes obras de infraestrutura da Copa do Mundo e das Olimpíadas, o governo do Estado do Rio conseguiu aprovar uma lei permitindo a extração de "bens minerais de utilização imediata" sem estudos completos de impacto ambiental, exigidos por lei federal.

O objetivo do governo do Rio é acelerar a mineração de materiais necessários à construção civil, que já estão sendo importados de outros Estados por causa da velocidade da demanda, crescente em razão da realização da Copa do Mundo, no ano que vem, dos Jogo Olímpicos em 2016 e outros projetos desenvolvidos no Estado.

"Há necessidade de maior crescimento da produção desses minerais para que possam atender aos investimentos robustos no Estado... essa lei ajuda a resolver a questão do licenciamento ao substituir o EIA-Rima (estudo e relatório de impacto ambiental) por estudos mais simplificados", afirmou à Reuters o presidente do Serviço Geológico do Estado do Rio, Flávio Erthal.

Segundo ele, o governo está preocupado com o abastecimento de insumos para a construção civil, como areia e brita.

Um estudo recém-concluído pelo Serviço Geológico do Estado aponta a necessidade de aumento na oferta de brita, areia e rochas carbonáticas (calcário e mármore), necessários à produção de cimento e concreto.

O Rio já está importando pelo menos 25 por cento das suas necessidades de cimento de outros Estados.

"Este dado se torna preocupante à medida que o Estado ocupa a segunda posição em construção civil, tem um importante e diversificado parque industrial, é objeto de diversos planos de desenvolvimento social do governo federal e eleito para sediar grandes eventos", cita o estudo Panorama Mineral do Estado do Rio de Janeiro 2012.

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