Governo vê volta das chuvas e estuda reduzir impacto de térmica na tarifa

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 20:11 BRST
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA, 9 Jan (Reuters) - O governo federal confia na chegada das chuvas para elevar o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas e na capacidade das térmicas para suprir a oferta de energia, após uma aguardada reunião de autoridades terminar sem medidas para ampliar a segurança do sistema elétrico brasileiro nesta quarta-feira.

"Temos ainda reservas, diversas térmicas que podemos despachar se houver necessidade, que eu acho que não haverá", disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após reunião do ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Segundo ele, todas as medidas de segurança do setor elétrico estão em prática: "São o que sempre houve, o que sempre deu certo".

As declarações ocorrem em meio a temores no mercado de um possível racionamento de energia, com os reservatórios das hidrelétricas nos menores níveis em uma década.

Lobão fez questão de frisar que o encontro do colegiado do CMSE foi rotineiro e já estava programado. "A reunião não tem nada de especial. Foi marcada em 17 de dezembro, não foi convocada de emergência", disse Lobão, que voltou a descartar a possibilidade de racionamento de energia.

Além da aposta no aumento do volume das chuvas para deixar a situação dos reservatórios mais favorável, o governo diz ter mais 1 mil megawatts (MW) de termelétricas existentes a despachar, incluindo Uruguaiana, recentemente autorizada a operar.

A energia térmica --mais cara e usada em momentos de estiagem-- pode ter um efeito máximo de 3 por cento de aumento na tarifa em 2014, caso o uso total dessa fonte se estenda até o fim deste ano, algo que o governo avalia ser pouco provável de acontecer, segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp.

As declarações das autoridades deram um alívio às empresas elétricas com ações na Bovespa. O IEE, índice do setor de energia na Bovespa, terminou a quarta-feira na máxima da sessão, com valorização de 2,44 por cento, recuperando parte das perdas vistas nos quatro pregões anteriores.   Continuação...