Governo quer licitar ainda este ano áreas de gás de xisto
Por Leonardo Goy
BRASÍLIA, 10 Jan (Reuters) - O governo quer iniciar a produção do chamado gás de xisto e pode realizar já em dezembro deste ano a primeira licitação específica para esse tipo de exploração no Brasil, disse nesta quinta-feira o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após reunir-se com a presidente Dilma Rousseff.
Em um contexto em que as usinas movidas a gás natural estão ajudando o país a enfrentar a estiagem que reduziu os reservatórios das hidrelétricas, a aposta no gás de xisto mostra que há o interesse do governo em diversificar e ampliar a matriz energética brasileira.
"A Lei do Gás estabelece que o Ministério de Minas e Energia deve procurar sempre meios e modos de ampliar o fornecimento de gás, mas não existe hoje falta de gás. O gás que não produzimos aqui nós importamos", disse Lobão.
A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, ressaltou que o potencial brasileiro de gás de xisto ainda não está mapeado, mas que os estudos envolvem as bacias do Parecis (MT), do Maranhão, Piauí, Tocantins e do São Francisco.
"Temos uma coisa que não podemos deixar para trás", disse a diretora da agência reguladora.
RODADAS
O governo também decidiu cancelar definitivamente a 8a rodada de licitação de blocos de exploração de petróleo e gás que estava suspensa desde 2006, informou nesta quinta-feira o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que anunciou ainda a confirmação da 11 a Rodada pela presidente Dilma Rousseff em maio.
Inicialmente, a 8a rodada foi suspensa por decisão judicial. Depois, com a descoberta do pré-sal, continuou congelada porque continha blocos nessa área com maior potencial, para o qual o governo estabeleceu uma legislação diferente, mudando o regime de "concessão" para o de "partilha". Continuação...

