Disputa por liderança da bancada gera divisão do PMDB na Câmara
Por Jeferson Ribeiro
BRASÍLIA, 18 Jan (Reuters) - A disputa pelo comando da liderança do PMDB na Câmara dos Deputados evidenciou a divisão da bancada do partido na Casa, uma faceta menos visível nos dois primeiros anos do governo Dilma Rousseff.
Três deputados --Sandro Mabel (GO), Eduardo Cunha (RJ) e Osmar Terra (RS)-- concorrem ao cargo de líder da bancada, ocupado atualmente pelo deputado Henrique Eduardo Alves (RN), que disputa a presidência da Câmara.
A divisão é acompanhada de perto pela cúpula do partido, em especial pelo vice-presidente da República Michel Temer, que tenta a todo custo evitar que, após o resultado, as forças derrotadas formem blocos independentes, causando transtornos para o governo no Congresso.
Desde a semana passada, Temer reuniu-se com todos os candidatos e outros peemedebistas influentes e deu um recado claro. "A divisão da bancada não traz resultados para ninguém e o prejuízo é dividido por todos", relatou um membro do partido à Reuters sob condição de anonimato.
Neste momento, porém, pregar a união parece ineficaz, pois os três postulantes estão em busca de votos e para isso não têm poupado ataques e prometido que tornarão a bancada mais independente do governo do que na gestão de Alves.
Os três candidatos dizem ter votos para chegar ao segundo turno da disputa, mas evitam declarar que serão vitoriosos. E como a votação marcada para 3 de fevereiro, um domingo, será secreta, há deputados prometendo o voto para os três candidatos.
Segundo o peemedebista ouvido pela Reuters, não há como apontar um favorito na disputa por enquanto.
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