Eventual recondução de Hubner à Aneel pode sofrer resistência no Senado

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 15:02 BRST
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA, 7 Fev (Reuters) - A eventual recondução de Nelson Hubner para um novo mandato como diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve enfrentar resistências no Senado, disseram à Reuters fontes do governo e da base aliada na Casa.

Homem de confiança da presidente Dilma Rousseff, Hubner está no comando da Aneel desde 2009 e terá seu atual mandato encerrado em março. Pela lei, o governo pode indicá-lo para mais quatro anos no cargo. Mas a recondução precisa passar pelo crivo da Comissão de Infraestrutura do Senado e pelo plenário da Casa.

Segundo um importante senador governista, as resistências ao nome de Hubner partem, principalmente, de PMDB e PTB. "O julgamento, porém, é político, e não técnico", disse esse parlamentar, que pediu anonimato.

Esse mesmo senador relata que os descontentes queixam-se que Hubner não tem o hábito de receber parlamentares ou mesmo de ouvir suas demandas. "Político sabe ouvir um 'não', o que não gosta é de não ser recebido", disse o senador.

Um outro senador, que também falou sob condição de anonimato, alertou que a recondução pode configurar uma derrota para a presidente. "Ela vai comprar uma briga com o Senado (se indica-lo) e vai perder", disse esse parlamentar.

Na avaliação de um líder aliado, porém, as resistências "não são intransponíveis".

Uma fonte do governo que acompanha de perto o assunto reconhece que existe alguma resistência ao nome de Hubner no Senado, mas as atribui a "interesses que não foram atendidos".

Essa fonte do governo ressalta, porém, que o grupo que se opõe ao nome do diretor-geral da Aneel é "pequeno" e não seria suficiente para barrar uma eventual tentativa de reconduzi-lo ao cargo.   Continuação...