Marina Silva diz que foco de novo partido não é eleição de 2014

sábado, 16 de fevereiro de 2013 17:08 BRST
 

BRASÍLIA, 16 Fev (Reuters) - A ex-senadora e ex-candidata à Presidência Marina Silva afirmou neste sábado, em evento que organiza a criação de uma nova legenda política no país, que o novo partido não tem como finalidade as eleições presidenciais de 2014, mas preencher um vazio ético e de participação social na política brasileira.

A Rede Sustentabilidade, lançada neste sábado em Brasília como embrião de um novo partido, não terá foco em ser "posição" ou "oposição" ao governo, mas quebrar "o mundo em que você tem apenas "duas possibilidades e precisa escolher a menos ruim", afirmou Marina, em clara referência ao domínio de PT e PSDB nos embates eleitorais recentes.

Durante a coletiva de imprensa para anunciar a Rede, Marina sentou na segunda fileira, tentando dar espaço para outros nomes do movimento --o que pouco funcionou, já que quase todas as perguntas foram dirigidas a ela, que fugiu de questionamentos, como o se ela será candidata a presidente em 2014.

Coube à ex-senadora Heloísa Helena, filiada ao PSOL, dizer o que todos os integrantes do grupo pensam: "Marina não gosta que digam...Mas o objetivo é fazer Marina Silva candidata a presidente em 2014", afirmou ela, sendo muito aplaudida.

O desafio do movimento é reunir 500 mil assinaturas em pelo menos nove Estados brasileiros até início de julho, segundo estimativas dos integrantes. O prazo final é outubro, mas eles contam que o processo burocrático eleitoral, como a conferência das assinaturas, tomará dois meses.

Marina afirmou que está em conversas com políticos e lideranças de outros partidos interessados na Rede, mas que somente fará alianças com alianças que tiveram "afinidades programáticas".

"Existem pessoas boas dentro de todos os partidos", disse ela.

Segundo os fundadores, não será permitido no novo partido a filiação e candidatura de políticos ficha-suja, em especial nos casos de improbidade administrativa.

"E isso não quer dizer que aceitaríamos qualquer político ficha limpa", disse o ex-deputado pelo PT Marcos Rolim.   Continuação...