Rússia avaliará frigoríficos de Estados com restrições, diz fonte

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 15:30 BRT
 

BRASÍLIA, 20 Fev (Reuters) - Representantes da Rússia iniciarão a partir da próxima semana inspeções em unidades produtoras dos três Estados brasileiros que ainda enfrentam restrições para exportação de carnes ao mercado russo, disse nesta quarta-feira uma fonte do governo que participou de reunião no Itamaraty.

O Ministério da Agricultura anunciou no final de novembro a suspensão do embargo aos Estados de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná, mas Moscou ainda manteve algumas restrições.

Representantes do setor argumentam que, na prática, o embargo não foi suspenso, uma vez que Moscou ainda não habilitou novas plantas nesses Estados para exportar ao mercado russo desde então.

A Rússia é o principal destino das exportações brasileiras de carne.

Segundo a fonte, que pediu para não ser identificada, representantes dos dois países devem voltar a discutir o assunto carnes em nova reunião na quinta-feira.

A indústria de carne suína foi a mais afetada pelas restrições russas, mas o setor viu as vendas melhorarem a partir do segundo semestre de 2012, com a habilitação de novas plantas em outros Estados não embargados.

Em janeiro, a Rússia alcançou um fatia de 29 por cento das vendas totais de carne suína do Brasil, com 11.940 toneladas, um crescimento de 454 por cento ante janeiro de 2012 (2.154 t).

"O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, teve seguidas reuniões no dia de ontem e hoje com as autoridades dessa área com resultados extremamente favoráveis", disse o vice-presidente da República, Michel Temer, a jornalistas após a assinatura de acordos com representantes russos.

(Reportagem Ana Flor)

 
Funcionário empacota bife no açougue da Marfrig em Promissão. Representantes da Rússia iniciarão a partir da próxima semana inspeções em unidades produtoras dos três Estados brasileiros que ainda enfrentam restrições para exportação de carnes ao mercado russo, disse nesta quarta-feira uma fonte do governo que participou de reunião no Itamaraty. 7/10/2011 REUTERS/Paulo Whitaker