February 21, 2013 / 12:47 AM / in 4 years

Lula lança Dilma à reeleição e chama adversários a fazer comparações

4 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO, 20 Fev (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014 será uma resposta aos adversários do PT e, numa referência às críticas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) aos dez anos da gestão do partido, disse que quer comparar os governos petista e tucano, principalmente na área ética.

Aécio, provável candidato à Presidência pelo PSDB, fez um discurso no plenário do Senado na tarde desta quarta-feira em que criticou 13 "fracassos" das gestões petistas e afirmou que o país não está sendo governado por Dilma, mas pela "lógica da reeleição".

"A resposta que o PT pode dar a eles é dizer a eles que eles podem se preparar, podem se juntar com quem eles quiserem. Porque, se eles têm dúvida, nós vamos dar como resposta a reeleição da Dilma em 2014", disse Lula durante a comemoração de 10 anos do PT no comando do governo federal, em São Paulo.

Em tom irônico, Lula afirmou ainda que os senadores do PT nunca terão tanto prazer de ser quem são quanto no momento em que debaterem com Aécio no Senado.

"Eu peguei um discurso de um dos possíveis adversários nossos em 2014 tentando mostrar os 13 erros do PT... Agora eu acho que o Aécio vai proporcionar (aos senadores do PT) o prazer de ser senador."

Lula também fez menção ao vídeo divulgado na terça-feira pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em que classificou de "picuinha, coisa de criança" as constantes críticas que os petistas fazem aos seus oito anos de governo, entre 1995 e 2002.

"Eu descobri que a gente passar oito anos comparando com eles perturbou-os", ironizou. "Nós não temos medo de comparação. Inclusive, comparação e debate sobre corrupção... Até esse tema que eles pensam que é deles, a gente quer para a gente."

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento do mensalão, esquema de compra de apoio político no primeiro mandato de Lula, e condenou ex-integrantes da cúpula petista, como o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente da legenda, deputado federal José Genoino.

Em discurso fortemente irônico em relação aos adversários, Lula provocou risos na plateia dominada por militantes petistas ao afirmar, por exemplo, que o Brasil vive "um momento delicado", de fragilidade dos partidos políticos.

"Os partidos políticos estão fragilizados. Os de lá. Os nossos estão crescendo", disse. "Eles estão inquietos porque eles percebem que estão sem discurso, que estão sem propostas... Tudo que nós fizemos, nós fizemos melhor que eles."

Lula lembrou seus oito anos de governo, entre 2003 e 2010 e disse que poucas vezes um presidente foi tão atacado quanto ele. O presidente lembrou ainda da oposição que afirmou ter sofrido da imprensa.

"Cada coisa que a gente fazia para os pobres neste país havia sempre um pseudo-cientista político, jornalista... dizendo que não ia dar certo", comentou. "Quando eu faço crítica à imprensa, eles escrevem 'Lula ataca a imprensa'. Quando eles me atacam, eles dizem 'fizemos uma crítica'."

Reportagem de Eduardo Simões

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