Mocidade capricha na bateria, mas repete no visual histórico

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008 23:20 BRST
 

Por Denise Luna e Fernanda Ezabella

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A irresistível bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel levantou a Marquês de Sapucaí logo na abertura do segundo e último dia de desfiles do Grupo Especial, na noite de segunda-feira.

Mas a alegria não foi suficiente para abafar a confusão de cores do carnavalesco Cid Carvalho, que para contar a história do império português trouxe para a avenida romanos, persas, gregos, reis e príncipes numa salada de alegorias.

A agremiação abusou de tecidos para compor o enredo de realeza, seguindo assim os passos da São Clemente, da noite anterior, que como a verde e branca também recebeu incentivo da Prefeitura para cantar a família real.

O fato das duas escolas terem o mesmo tema não preocupou o presidente da escola, Paulo Vianna.

"Acho que não tem nada a ver, é história e cultura para o povo, é uma homenagem importante", disse Vianna ao final do desfile.

Apesar do clima de "deja vu", com as perucas brancas e carruagens parecidas com a São Clemente, a Mocidade agradou a platéia pela garra de tentar esquecer o 11o lugar do ano passado.

Trouxe muita coreografia e um refrão fácil --"Minha mocidade, guerreira"--, cantado por boa parte do público.

No entanto, a escola de Padre Miguel não inovou --a inovação costumava ser uma marca de Cid Carvalho, discípulo de Paulo Barros.   Continuação...

 
<p>Atra&ccedil;&atilde;o da Mocidade Independente de Padre Miguel, que abriu o segundo dia de desfiles do Carvaval do Rio de Janeiro. Photo by Stringer</p>