29 de Maio de 2008 / às 19:05 / 9 anos atrás

Organizador de mostra com cadáveres sela acordo em NY

Por Martha Graybow

NOVA YORK (Reuters) - A empresa responsável pela exibição de “Corpos”, que atualmente, em várias partes do mundo, coloca cadáveres à mostra aceitou na quinta-feira parar de utilizar, no evento realizado em Nova York, corpos cuja origem não esteja documentada.

O acordo surgiu depois de uma investigação realizada pela Procuradoria Geral do Estado de Nova York.

O inquérito sobre a Premier Exhibitions Inc ocorreu depois de grupos de defesa dos direitos civis e meios de comunicação terem notado o fato de que alguns corpos eram de prisioneiros chineses executados.

Pelo acordo, a Premier deve agora obter os documentos referentes à causa da morte e à origem dos corpos que exibir em Nova York, afirmou o procurador-geral do Estado, Andrew Cuomo.

“A dura realidade é que a Premier Exhibitions obteve lucros exibindo os restos mortais de indivíduos que podem ter sito torturados ou executados na China”, afirmou Cuomo em um comunicado.

“Apesar das várias negativas, sabemos agora que a Premier mesma não consegue demonstrar em que circunstâncias esses indivíduos morreram.”

O principal advogado da Premier, Brian Wanger, disse: “Ficamos satisfeitos com o resultado do inquérito”. A empresa, com sede em Atlanta, cooperou com a investigação realizada pela Procuradoria de Nova York.

A exibição realizada da South Street Seaport contém 20 cadáveres e mais de 200 partes de corpos.

Segundo o gabinete de Cuomo, os corpos haviam sido licenciados para o evento pela Dalien Hoffen Bio-Technique Co Ltd, que os obteve indiretamente junto à Agência Chinesa de Polícia depois de terem sido declarados como “não reclamados”.

Os corpos exibidos passaram por um processo de conservação chamado “plastinação”.

A exibição já passou por várias partes do mundo, e atualmente pode-se vê-la em cidades como Budapeste, Viena, Santiago, Madri, Las Vegas e Honolulu.

Em seu site, a Premier afirma que as mostras, chamadas “Corpos ... A Exibição” e “Corpos Revelados”, permitem “a pessoas de várias idades terem acesso a imagens e conhecimentos normalmente reservados apenas aos profissionais da área da saúde.”

O acordo, que vale somente para a exibição de Nova York, exige da Premier que adquira os documentos por escrito mostrando a origem de cada cadáver e pedaço de corpo, bem como a causa da morte e o consentimento da pessoa em questão autorizando o uso de seus restos mortais.

Se algum cadáver obtido antes do acordo continuar a ser exibido, a Premier deve deixar claro na entrada da mostra e em suas peças de propaganda que não pode confirmar a origem desse corpo.

O acordo também permite que os visitantes anteriores da exibição de Nova York sejam ressarcidos pelo ingresso pago.

As ações da Premier subiram 15 centavos de dólar, ou 3,2 por cento, para atingir 4,84 dólares ao meio-dia da quinta-feira, na Nasdaq.

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